A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 18/09/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos – promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU) – assegura a todos os indivíduos o direito à igualdade e ao bem-estar social. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto dessa narrativa, visto que há uma assimetria na valorização entre os gêneros nas práticas esportivas no país. Esse cenário é fruto tanto da negligência do Estado quanto do patriarcado.
Primeiramente, cabe pontuar que a inércia estatal, no que tange à aplicação dos investimentos direcionados ao esporte feminino no país, é uma das principais responsáveis pela manutenção dos empecilhos existentes na trajetória esportiva das mulheres. Isto acontece já que a ausência de uma valorização efetiva nas práticas esportivas das portadoras dos cromossomos XX no Estado. Desse modo, é possível verificar a inoperância do Governo acerca dessa questão, com isso expondo a falta de políticas públicas para mudar essa conjuntura.
Em segunda instância , é imperativo ressaltar os resquícios da ideologia do patriarcado como promotora do problema. O Brasil ainda não se desprendeu das amarras da sociedade patriarcal. Partindo desse pressuposto, o gênero feminino lutou e luta diariamente para conseguir o seu espaço em um panorama machista, todavia há uma crescente exponencial da mulher no âmbito esportivo. Tal fato é mostrado pelo site Observatório Racial Futebol , na qual afirma que desde a década de 60 há uma maior expressividade feminina nos jogos olímpicos.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para conter essa problemática. Logo, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por intermédio do Ministério da Telecomunicação, seja revertido em campanhas informacionais, por meio da utilização da mídia para desmistificar as idéias patriarcais na sociedade contemporânea, assim, amenizando a divergência esportiva entre os gêneros. Dessa forma, esperasse que haja uma maior valorização do esporte feminino no Brasil.