A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 02/10/2020

Na novela “Orgulho e Paixão”, exibida pela Rede Globo, a personagem Mariana se disfarçava de homem para participar das corridas de motocicletas, pois mulheres não eram aceitas no páreo. Fora do âmbito fictício, apesar dos avanços, a realidade é análoga, muitas mulheres são excluídas socialmente. Dito isso, no mundo do esporte não é diferente, o fato é que a sociedade as veem como incapazes e, mesmo que elas provem o contrário, superando os resultados masculinos, ainda não são suficientemente valorizadas. Isso ocorre devido ao machismo presente no mundo, aliado ao preconceito, que corrobora para a desigualdade de gênero.

Constata-se a princípio que, o machismo é um dos principais motivos que retardam o avanço do país, inclusive acerca da valorização do esporte feminino no Brasil. Todavia, é possível dizer que houveram avanços, haja vista que, na antiguidade, os gregos eram extremamente misóginos, enquanto corriam e lutavam pelados nos Jogos Olímpicos, as mulheres não podiam sequer assistir as competições. Atualmente, a luta pela equidade de gênero possibilitou que as mulheres fossem inclusas no mundo esportivo e em muitos outros meios os quais eram excluídas, tal como no âmbito profissional. No entanto, ainda há muito caminho para percorrer visando uma completa valorização do esporte feminino no Brasil.

Por conseguinte, é evidente que as mulheres são frequentemente discriminadas e sofrem preconceito, o que gera, como consequência, um aumento da desigualdade de gênero. Sob esse âmbito, um fato que evidencia essa afirmação é o exemplo da jogadora Marta, eleita a melhor jogadora de futebol feminino pela Fifa, no entanto, um dos nomes mais ouvidos, valorizados e venerados é o do jogador Neymar. Logo, é perceptível a facilidade que as pessoas têm na valorização de um homem do que na de uma mulher.

Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para que o esporte feminino no Brasil tenha o mesmo valor e popularidade que o masculino. Para isso, urge que a Secretaria de Educação, em parceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, atual responsável pela asseguração dos direitos das mulheres, implantem nas escolas, um programa de esportes femininos, por meio de financiamento estadual e que conte com a participação de professores de educação física. Com a finalidade de que as meninas tenham o suporte necessário caso queiram seguir uma carreira esportiva. Dessa forma, a sociedade estará no caminho correto para a equidade de gênero. Só assim será possível garantir que todos os indivíduos sejam repletos de orgulho e paixão pelo esporte feminino.