A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 08/10/2020
Durante o Romantismo no século XIX, a mulher era considerada como fragilizada pela sociedade e simbolicamente retratada como um objeto sexual pelos homens através da Literatura Romântica. Diante desse contexto histórico, já no século XXI, a mulher permanece na luta contra o machismo e o preconceito em destaque ao esporte feminino no Brasil - sendo esses, resquícios dos costumes arcaicos que ainda refletem-se na contemporaneidade. Todavia, faz-se preciso discutir os emblemas existentes dentro do meio esportivo feminino.
Primeiramente, é necessário destacar que na legislação brasileira, durante a Ditadura Militar, a prática de esportes, como o futebol e o jiu-jitsu, era proibida para as mulheres devido ao rígido sistema governamental da época. Nesse sentido, a desigualdade de gênero presente no mundo esportivo estende-se até os dias atuais, por parte do Poder Público.
Ademais, segundo o Programa das Nações Unidas de Desenvolvimento (PNUD), a prática de atividades corporais entre as mulheres é cerca de 40% a menos que a dos homens. Cenário que corrobora com a persistência da desigualdade entre homens e mulheres no esporte mundial. Além disso, o sociólogo francês Émile Durkheim defende a educação como um alicerce entre as gerações. E quanto mais eficaz for o processo da formação educacional na sociedade, melhor será o desenvolvimento da comunidade inserida. Diante desse pensamento, o processo da educação esportiva através das escolas brasileiras é imprescindível para que o coletivismo - uma das características defendidas pelo esporte- seja construído com o auxílio dos professores. Porém, segundo o PNUD, apenas 12% das meninas são motivadas a se matricular em projetos esportivos no sudeste do país, por exemplo, fazendo-se necessário o apoio escolar em desenvolver o interesse esportivo em ambos os sexos na formação estudantil.
Portanto, para que a valorização da mulher dentro do esporte seja devidamente estabelecida, é preciso que o Poder Público - em parceria com o Centro de Mídias- invista no patrocínio de grandes empresas de investimento esportivo, com o intuito de mobilizar o crescimento da mulher no atletismo, junto com campanhas sociais em defesa do esporte feminino, através de redes sociais como o Facebook e Twitter. Em adição, é dever das escolas, com o apoio de ONG’s brasileiras, ofertar a inserção feminina dentro das diversas modalidades esportivas, para que a desigualdade de gênero seja diminuída nas quadras. Sendo assim, driblaremos a desvalorização do esporte feminino que foi estabelecida na Ditadura Militar.