A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 08/10/2020

Para Èmile Durkheim, sociólogo renomado, a sociedade deveria funcionar como um organismo vivo em equilíbrio. Entretanto, diante do contexto da valorização do esporte feminino no Brasil, há um desequilíbrio que representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela civilização brasileira. Portanto, a falta de incentivo midiático e de representatividade desse grupo são fatores que não podem ser negligenciados.

Em primeira análise, cabe pontuar que a falta de incentivo midiático no cenário esportivo feminino é um desafio a ser enfrentado. Nesse sentido, o Brasil é conhecido como o “pais do futebol” em todo o mundo (segundo o site de notícia G1), no entanto, infelizmente, esse reconhecimento possui uma limitação, já que a atenção da mídia e do entretenimento focam no atleta masculino, o que demonstra uma desigualdade de gênero presente no pais. Então, é notória a falta de uma ação eficaz do Governo diante dessa situação.

Ademais, convém frisar que, como consequência dessa negligência presente no Brasil, as mulheres encontram-se prejudicadas, pois, ainda que a Constituição de 1988 preveja a inclusão de todo cidadão no esporte, a baixa representatividade da mídia marginaliza e desvaloriza o esporte feminino, uma vez que é notória a baixa frequência de atletas femininas representando campanhas publicitárias. Logo,  isso causa uma falta de interesse desse público pouco valorizado em buscar modalidades esportivas para ingressar.

Dessa maneira, medidas são necessárias para a solução do impasse. Assim sendo, o Governo deve, por meio do Legislativo, realizar a criação de uma lei que imponha as emissoras de televisão a incluírem com mais frequência conteúdos do esporte feminino na programação, com a finalidade de representar esse grupo. Então, essa iniciativa vai motivar as mulheres a ingressarem no meio esportivo por se sentirem representadas.