A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 20/10/2020

A evolução social no decorrer dos séculos trouxe inúmeros benefícios em diversos setores, e entre eles se destaca o das mulheres, que conquistaram direitos e espaços antes inimagináveis. Entretanto, muitas questões ainda acarretam em problemáticas inadequadas ao século XXI, como a falta de valorização e participação feminina no esporte. Esse contexto foi atenuado, sobretudo nas últimas décadas. Mas, ainda sofre consequências do pensamento patriarcal e machista de vários acompanhantes de esportes. Além disso, há também, a falta de enaltecimento dos veículos midiáticos, que prejudicam a visibilidade da mulher.

Há quase um século atrás a mulher era vista somente como mais um artefato do lar e, por isso, não tinha lugar de fala e muito menos pertencia, efetivamente, a alguma camada social e/ou política. Todavia, em 1932, com a concessão do voto feminino no Brasil, a mulher, lentamente, conquistou um maior espaço na sociedade, o que se estendeu, inclusive, ao esporte. Contudo, mesmo com evidente aumento da sua participação sociopolítica, a visibilidade e valorização da mulher no esporte ainda é mínima, o que é um claro resquício do machismo implantado na sociedade há séculos, e que, até hoje, dificulta a ascensão econômica e o reconhecimento de profissionais praticantes de esportes no país.

Ademais, somado a uma sociedade brasileira ainda patriarcal, as profissionais da área também não recebem o mesmo enaltecimento nos veículos de mídia que os homens, o que além de reafirmar o preconceito enraizado nesse ramo, também é extremamente prejudicial às mulheres. Essa conjuntura traz inúmeras consequências, entre elas o comprometimento da ascensão profissional das atletas e a falta de estímulos a jovens meninas a ingressarem em algum tipo de exercício ou atividade física. Isso pode ser comprovado segundo dados do IBGE, que afirmam que dentre os praticantes de esportes, menos da metade são mulheres.

Portanto, é de suma importância a adesão de medidas que estimulem a valorização feminina no esporte. Isso é possível por meio da criação de um programa, pelo Conselho Nacional de Esporte, que disponibilize bolsas em academias e clubes esportivos a jovens mulheres como forma de incentivar o ingresso feminino ao mundo dos esportes. Além disso também é mister a ação da Câmara dos Deputados para a elaboração de uma lei que estipule um tempo mínimo diário de divulgação de mulheres no esporte aos veículos midiáticos. Desse modo, a ascensão feminina no mundo esportivo se torna viável.