A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 20/10/2020

Em 1941, durante o governo de Getúlio Vargas, o Conselho Nacional de Desportos proibiu por lei a participação de mulheres em diversas modalidades esportivas, como o futebol. A justificativa para a decisão foi relacionada à condição de natureza feminina. Tal medida foi abandonada em 1979, no entanto, ainda hoje as mulheres enfrentam  barreiras no esporte, entre elas, a sexualização pela mídia, retirando a credibilidade da competência feminina na prática dos esportes. Além disso, lidam com a falta de patrocínio e apoio, pois não geram tanto lucro quanto os homens na mesma função.

Nesse cenário, é notável a retratação das mulheres na mídia de forma sensual ao passo que o sexo masculino é exposto em ação, enquanto o feminino aparece em posições consideradas sexuais, focando em certas partes de seu corpo. Outrossim, os uniformes delas também refletem a visão sexualizada sobre as mulheres. Nesse sentido, a inconformidade se dá quando as mulheres, que sempre lutaram por visibilidade e valorização no esporte, são notadas por seus atributos físicos, e não são tratadas com a devida seriedade ou julgadas por sua capacidade desportiva, refletindo uma sociedade plenamente sexista.

Ademais, o sexo feminino encara dificuldades para de se manter no esporte como ocupação, pois falta patrocínio, uma vez que a prática feminina não é tão prestigiada quanto a masculina, logo, não gera lucro atraente aos investidores. Nesse contexto, diante dessa situação, em 2019, a CBF declarou que os clubes de futebol da série A do campeonato brasileiro deveriam apresentar uma equipe feminina para prosseguir na competição. Essa medida foi um marco na história das mulheres que lutam por visibilidade no futebol, tão apreciado no Brasil quando se trata do sexo masculino, contudo, há um longo caminho até a igualdade dos gêneros no esporte.