A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 20/10/2020

No ano de 1958, surgiu o primeiro time feminino de Futebol no Araguari Atlético Clube, que atuou por um ano, no entanto, apenas em partidas beneficentes. Posteriormente, em 1967, Léa Campos foi a primeira mulher a se formar como árbitra de futebol. Apesar do seu feito, ela não pôde participar de sua própria formatura em razão das represálias machistas. Em primeira análise, é possível inferir que, tal repressão sofrida pela árbitra, é resultado de uma cultura patriarcal que precisa permanecer sendo repelida, além da falta de incentivo à prática do futebol feminino nas escolas.

De acordo com a socióloga Nathália Ziê, essa recusa que ainda existe da mulher dentro dos esportes faz parte do contexto sócio histórico, onde as mulheres foram destinadas ao espaço privado. Ziê ainda ressalta que, o mundo do futebol, por exemplo, é masculinizado a reproduzir o machismo, porque se pauta pelo sistema patriarcal. Nesse sentido, essa cultura impossibilita uma adesão mais efetiva das mulheres nos esportes considerados masculinos em geral.

Além disso, a falta de incentivo ao futebol feminino nas escolas é outra grave problemática. Segundo dados do site Observatório Racial Futebol, a participação das mulheres nos jogos olímpicos alavancou de 11%, em 1960, para 45% em 2016. Dessa forma, isso se deve ao fato do incentivo que muitas dessas mulheres tiveram ao longo dos anos para a prática destes esportes.

Portanto, urge o Ministério da Defesa, assegurar a repressão dos costumes patriarcais, por meio de campanhas de conscientização e adentrando mulheres em cargos públicos pelo seu mérito, a fim de moldar novos costumes que desvalorizem o patriarcado, uma vez que, o Ministério da Defesa é o que mais esboça uma certa vulnerabilidade feminina em seus paradigmas e costumes. Ademais, o Ministério da Educação deve obrigar a adesão do futebol feminino em todas as escolas, realizando competições, de modo que as mulheres citam-se confortável para praticar esse esporte, e, haja uma normalização dessa modalidade perante os homens.