A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 20/10/2020
Incorporado à Constituição brasileira de 1934, durante a Era Vargas, o voto feminino foi finalmente conquistado, marcandoa história movimento feminista. Traçando parâmetro entre o período e a contemporaneidade, mesmo tendo alcançado direitos constitucionais, a mulher continua esbarrando com diversos obstáculos para alcançar a igualdade de gênero, como a prática de exercícios físicos. No Brasil, o esporte feminino ainda é visto como um grande tabu, sendo alvo de preconceito contra atletas. Com isso, é notório que os principais fatores contribuintes para a desvalorização do esporte feminino brasileiro são a desigualdade de gênero e a falta de incentivo.
Por longos anos, a mulher foi vista apenas como objeto sexual e de reprodução para a machista sociedade. Mesmo com mudanças no contexto sociopolítico, tal conceito perdura ainda nos dias de hoje estruturalmente. Devido à essa associação ligada à figura feminina, o pouco acesso ao lazer foi consequência negativa para as mulheres, visto que, além da liberação de serotonina e dos benefícios para a saúde, o esporte tem poder de libertação. Além disso, a falta de segurança ligada ao preconceito é um grande empecilho, limitando tantos as opções quanto o querer feminino, o que necessita de mudanças urgentes.
Financiada pela FIFA, ocorre a cada quatro anos a Copa do Mundo, campeonato internacional de futebol assistido em todas as áreas do globo. Tratando-se de esporte masculino, milhões são gastos para proporcionar a melhor experiência possível. Tal supervalorização acaba por deixar de “escanteio” o esporte feminino, que pouco conta com o incentivo midiático e público, além dos salários diferirem completamente. Como consequência, pouca é a manifestação de mulheres interessadas em esportes já masculinizados. Sendo assim, faz-se necessária a tomada de postura frente a tal problema.
Com base nessa conjuntura, a luta feminina pela valorização do esporte ainda tem uma longa caminhada em busca da igualdade de gênero e de incentivos para a prática. Para reverter o quadro, o Ministério da Cidadania, juntamente ao Conselho Nacional do Esporte, deve propor um programa esportivo para mulheres de qualquer faixa etária, com valor acessível e com destino ao investimento em tal proposta, contando com quadras e profissionais qualificados e respeitosos, com objetivo de tanto incentivar a prática de esportes quanto integrar a mulher nesse ambiente, além de transmitir em canais de esporte campeonatos de atletas do programa para alcançar maior número de telespectadores e quebrar tabu.