A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 20/10/2020
O movimento feminista surgiu na década de 60 a partir do histórico patriarcal que boa parte dos países apresenta. Tal movimentação, que foca na luta por direitos iguais entre homens e mulheres, representa parte da extensa luta feminina por um lugar digno e representativo na sociedade. De forma decorrente, o Brasil contemporâneo apresenta resquícios de um passado machista, baseado em uma comunidade onde a figura masculina prevalece sobre a feminina. Assim, infere-se que, dentre os problemas consequentes dessa condição, encontra-se o de valorização do esporte feminino no país, que se faz presente devido à desigualdade salarial existente no meio e à falta de visibilidade enfrentada pelas atletas.
Nessa conjuntura, pode-se citar a criação, pela ONU, da Declaração Universal dos Direitos Humanos que, entre outros objetivos, possui o de estabelecer igualdade de gênero. Conquanto, no esporte, mulheres não possuem tal equidade perante os homens, fato representado, por exemplo, pela problemática da falta de equivalência dos salários entre os atletas. A modelo dessa desigualdade, há a luta da seleção brasileira feminina de futebol, iniciada em 2017, pelo pagamento equitativo entre suas componentes e os atletas do time nacional masculino. Após 3 anos do início do processo, em 2020, a vitória das atletas foi concretizada junto à conclusão da Confederação Brasileira de Futebol de que não há diferenças entre os gêneros.
Além disso, a indústria cultural passou a ter viés artístico e comunicativo no decorrer de seu desenvolvimento. Com isso, sua presença no contexto esportivo se tornou essencial, visto que ela passou a funcionar como um meio de visibilidade de diversos esportes, fator que, aliado ao seu papel de manter pensamentos dominantes sobre massas populacionais, entrava a visualização do esporte feminino. Por consequência, as mulheres desse meio passam a ter dificuldade na aquisição de patrocínio e a sofrer preconceito sobre sua capacidade profissional.
Logo, a partir do argumentado, entende-se a presença da não valorização do esporte feminino no Brasil, evidenciada pela desigualdade salarial e pela falta de visibilidade encarada pelas atletas. Destarte, o Ministério da Cidadania, por meio das secretarias de desenvolvimento social, deve desenvolver um programa monetário que equipare os salários entre homens e mulheres, redistribuindo os salários desiguais já existentes. Ademais, o Ministério da Cidadania, por meio de parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, a fim de garantir a conscientização populacional sobre a importância da igualdade de gênero no esporte realizando campanhas publicitárias, deve projetar normas que definam visualização obrigatória e de mesma intensidade ao viés masculino e ao feminino.