A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 20/10/2020
Durante a idade média, as mulheres participavam dos mesmos esportes que os homens, entretanto, no século XVII, a mulher casada passa a ser subjugada ao marido e a solteira a um parente ou homem mais próximo. Diante disso, o retorno da mulher a atividades esportivas só ocorre no início do século XIX, quando os maridos passam a levá-las para assistir campeonatos e acaba introduzindo a mulher novamente a essas práticas. Na contemporaneidade, apesar do gênero feminino está cada vez mais presente nos esporte em geral, um dos grandes problemas que ocorre no Brasil é a falta de valorização do esporte praticado por mulheres, tal fator se deve principalmente pelo preconceito e pela falta de reconhecimento.
De acordo com a pesquisa realizada pelo Ministério do Esporte, 67% dos homens praticam futebol e apenas 19% das mulheres realizam o esporte. Sendo assim, percebe-se que isso tornou-se a realidade do país, onde os meninos desde cedo são incentivados a amar e a participar de diversos esportes, enquanto falam para as meninas que determinadas atividade físicas são “coisas” de homem, o que acaba afastando e até mesmo desvalorizando o esporte feminino. Entretanto, a credibilidade da mulher no esporte é totalmente questionada pela sociedade, esse fator atrapalha a visibilidade dessas práticas mesmo atingindo grandes conquistas, essa situação é perceptível quando se compara o futebol masculino e o grande alcance que ele tem no Brasil em relação ao feminino que apresenta uma audiência muito menor.
Em dezembro de 2015, Marta atingiu a marca de 98 gols sendo a maior artilheira da Seleção Brasileira e ultrapassando o considerado rei do futebol, Pelé, que tinha 95 gols, apesar dessa grande conquista, a falta de reconhecimento e visibilidade em relação ao futebol feminino fez com que muito não tivessem nem mesmo o conhecimento desse fato. Certamente, o esporte está inserido em um cenário totalmente patriarcal e que impossibilita o destaque feminino por não reconhecer que as mulheres têm os mesmos direitos e podem se destacar tão quanto os homens. Dessa forma, fica claro que o esporte feminino só vai ser valorizado quando essa visão patriarcal for desconectada da sociedade brasileira, o que vai permitir mais acesso e visibilidade as atletas.
Portanto, visto que o esporte feminino não é valorizado no Brasil, é necessário que medidas sejam tomadas. Sendo assim, o Ministério do Esporte em parceria com a Ministério da Educação, devem desenvolver projetos de inclusão feminina no esporte que sejam trabalhado nas escolas. Além disso, o Ministério do Esporte junto ao Estado, devem criar projetos de incentivo ao esporte feminino, dando acesso a clubes de esporte destinado as mulheres e ajudando assim a valorizar o esporte feminino.