A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 20/10/2020

Durante o Estado Novo de Getúlio Vargas, foi assinado decreto que proibia firmemente a prática de esportes por mulheres no Brasil com a alegação de que seria incompatível às “condições de sua natureza”. Contudo, após a Constituição de 1988 e a redemocratização do país, o esporte feminino passou a ganhar cada vez mais espaço e visibilidade. Apesar disso, a prática se mantém desvalorizada se comparada ao esporte masculino na contemporaneidade, sendo importante, portanto, a valorização da mesma, uma vez que constitui um direito compatível e necessário num Estado democrático e representa uma forma de combate ao preconceito.

Conforme consta na Constituição vigente, é dever do Estado brasileiro fomentar práticas esportivas como direito do cidadão. Do mesmo modo, também consta a garantia da igualdade perante a lei independente do gênero. Dessa forma, a desproporcionalidade existente entre o esporte masculino e feminino fere direitos básicos e inalienáveis do cidadão, tendo em vista que esse último carece de visibilidade, patrocínio e incentivo. Assim, valorizar a prática esportiva feminina no país se mostra uma necessidade na confirmação da Constituição e do caráter democrático do Estado.

Juntamente a esse fator, a valorização do desporto praticado por mulheres configura-se como uma forma de combate ao preconceito e a desigualdade de gênero. Outrossim, dentre os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável estipulados pela Agenda 2030, se faz presente a igualdade gênero, visto que ela é entendida como pilar essencial na construção de um mundo pautado no respeito dos direito humanos. Nessa perspectiva, incentivar o esporte feminino representa garantir a igualdade de gênero, uma vez que a mesma é barrada principalmente por preconceitos.

Ciente da importância de valorizar o esporte feminino como modo de assegurar direitos e combater desigualdades sociais e visando a incentivar a prática para torná-la mais creditada no Brasil, é essencial que a valorização seja posta como uma prioridade. Para tanto, é necessário que o Ministério da Cidadania promova eventos esportivos públicos voltados para mulheres de forma a incentivar a prática e dar mais visibilidade à mesma. Dessa forma, se assegura a promoção da valorização do desporto feminino e da igualdade social.