A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 20/10/2020
A participação feminina em todos os esportes tem se tornado cada vez mais comum. No entanto, muitas vezes, essa participação se da em condição desiguais em relação aos homens. Nesse nicho, há um grande preconceito de que as mulheres não são capazes de desempenhar o mesmo que os homens, e isso não se restringe só a prática esportiva. Somado à isso, a desigualdade de salários e visibilidade das atletas é um reflexo do que acontece, também, no mercado de trabalho.
Consoante ao contexto, o pensamento de que há “esportes de homem”, em que as mulheres não tem a mesma capacidade, é um preconceito culturalmente enraizado, oriundo do patriarcado que se deu de forma muito dominante e duradoura. Nesse viés, foi por essa visão machista que em 1941, as brasileiras foram proibidas de praticar esportes “de homem”. Sendo assim, a menos de 100 anos o próprio governo apresentava uma visão discriminatória sobre a participação feminina. Desse modo, uma medida tão radical e tão recente, gera resquícios que continuam presentes na cultura. Portanto, a luta pela valorização do esporte feminino enfrenta um grande desafio que é mudar a forma como essa prática é vista na sociedade.
No entanto, essa é uma realidade que vai muito além do esporte, a diferença exorbitante de salários de mulheres e homens é praxe em quase todas as profissões. Apesar da equiparação salarial ser um direito, garantido pela Lei 1.723/1952, é fato que este tem sido violado constantemente. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, em 2011, homens com ensino superior ganhavam em média 63,98% mais que mulheres com o mesmo nível de formação. Nesse sentido, a desigualdade salarial no esporte é um reflexo do que acontece na sociedade como um todo. Assim como a falta de visibilidade, que também não é exclusiva do mundo esportivo. Segundo uma pesquisa da empresa Grant Thornton com mais de 4,5 mil empresários, em 2018 o percentual de empresas com pelo menos uma mulher em cargos de liderança, onde possuem mais visibilidade, era de apenas 61%.
Conforme os fatos apresentados, a valorização da prática esportiva feminina enfrenta grandes desafios no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério da Cidadania aliado ao poder midiático e ao Ministério da Educação, criar campanhas de valorização do esporte feminino em escolas e meios midiáticos, a fim de dar mais valor a participação das mulheres no esporte. Ademais, compete ao Ministério da Cidadania por meio da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social, fazer investimentos e criar políticas públicas efetivas para garantir visibilidade e melhores condições ao esporte feminino, no Brasil.