A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 20/10/2020

O direito ao sufrágio feminino no Brasil foi alcançado no ano de 1932 e incorporado à Constituição Federal no ano de 1934. Desde então as mulheres vem tentando entrar nos mais diferentes nichos da sociedade, inclusive o esportivo, o qual até hoje vê relutância em aceitar o sexo feminino com as devidas honrarias. Tal questão se deve a falta de recursos públicos destinados ao incentivo há esportistas femininas e o descaso tanto da sociedade com elas.

Em 1941, Getúlio Vargas decretou uma lei que proibia mulheres de praticar profissionalmente esportes os quais o, já extinto, Conselho Nacional de Desportos não julgasse coerente com a natureza feminina, em seguia houve, em 1965, a total proibição das mulheres nos esportes. Esse situação foi resolvida em 1975, contudo desigualdade já havia sido estabelecidas em proporções inimagináveis, visto que enquanto os times masculinos já possuíam a admiração do governo nacional e intencional, as mulheres começavam a lutar por um lugar. Por isso, entre outras razões, os times femininos sofrem tentando conquistar a atenção das instituições públicas, as quais ainda as negligenciam.

Além disso, a falta de apoio da sociedade agrava a situação de desvalorização do esporte feminino no Brasil. Esse fato pode ser visto na discrepância salarial entre esportistas mulheres e esportistas homens, segundo o levantamento feito pela Uol Esportes, no Campeonato Brasileiro de 2018 às jogadoras receberam R$ 120 mil, enquanto os homens, R$ 18 milhões. Pois essa situação se deve, além da desvalorização por parte da confederação, a ausência desinteresse da população em consumir o esporte feminino, visto que as empresas não se sentem incentivadas a auxiliar times femininos, pois esses não tem apelo com a população.

Portanto, fica claro que medidas precisam ser tomadas para que haja mais valorização das mulheres nos esportes. Logo, é primordial que o Ministério da Cidadania, agora responsável por questão esportivas, criei um fundo financeiro destinado exclusivamente ao incentivo do esporte feminino, o qual será responsável por mandar auxílio financeiro a mulheres que estão se profissionalizando nos esportes, pois desse forma garantirá que elas não precisem desistir por falta de assistência. Além disso, as Confederações Esportivas devem entrar em consenso e tornar obrigatório que para um time masculino entrar em um campeonato as empresas responsáveis por eles tenham destinado verbas ou divulgado, de maneira significativa, times femininos.