A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 20/10/2020
O famoso filme da Disney “Mulan” apresenta a história de uma jovem que, para assumir o lugar de seu pai no exército, veste-se de homem e vai escondido, já que era proibido a entrada de mulheres pela crença de serem fracas e insuficientes para esse tipo de atividade. Dessa mesma forma as mulheres são vistas na realidade atual de esportes, com poucas expectativas pelo porte físico e capacidades, originando um grande desmerecimento das mulheres nesse meio e uma desigualdade em relação aos homens nos mesmos tipos de atividades. Esse contexto de desvalorização é gerado não só pelo preconceito com o gênero feminino, como também da falta de consideração midiática.
Primeiramente, é importante visualizar o preconceito enraizado de que mulheres não tem agilidade, nem capacidade e nem porte físico para esportes e de que o atletismo é um universo direcionado apenas para homens, visão essa que está muito presente na sociedade e que desincentiva a ingressão de mulheres nessas atividades. Dessa maneira, no mundo dos esportes uma desigualdade enorme é imposta entre os gêneros, em que desde criança o discurso de que meninas não sabem ou não conseguem praticar esportes igualmente aos meninos gera uma privação do ensino dessas atividades ainda na infância e uma separação entre as supostas habilidades desses gêneros.
Ademais, um grande meio que mostra essa desvalorização com o esporte feminino é a própria mídia, possível visualizar com o exemplo da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que só foi receber transmissão na Globo no ano de 2019, situação incoerente para o título de país do futebol carregado pelo Brasil e que apresentou transmissão do futebol masculino na mesma emissora desde 1984. Dessa maneira, o descaso da mídia gera a falta de audiência, que consequentemente da origem a falta de investimento e assim a grande dificuldade no âmbito de trabalho com a menor possibilidade de evolução desse esporte feminino e do profissionalismo.
Portanto, é possível visualizar que no esporte feminino há uma grande desvalorização pelo preconceito incoerente e pelo descaso midiático, contribuindo para uma grande desigualdade entre homens e mulheres no universo de atletismo. Dessa forma é necessário que o Governo Federal, em parceria com o Ministério de Educação busque o incentivo da inserção feminina em esportes, já na infância com discussões e atividades dentro das escolas. Além disso é muito importante que o ministério da Cultura utilize do poder da Mídia para trazer notoriedade para os esportes femininos, por meio de transmissão aberta, de propagandas e de divulgações desses torneios, para que assim o esporte feminino alcance a valorização merecida.