A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 20/10/2020

Todos os dias, mulheres no mundo todo enfrentam obstáculos pelo simples fato de serem mulheres. No esporte, não é diferente. O Brasil não valoriza devidamente o esporte feminino. Infelizmente, em meados do século XX no país, as mulheres chegaram a ser proibidas de praticar esportes vistos, por parte da sociedade, como praticáveis apenas por homens. Isso deixou marcas até hoje na população brasileira. Por outro lado, muitas pessoas lutam para que o esporte feminino e masculino fiquem em pé de igualdade. Desse modo, é possível inferir que, preconceito e falta de visibilidade são as principais dificuldades enfrentadas pelo esporte feminino.

Primordialmente, a desvalorização da figura feminina é uma característica histórica e cultural de diversas nações e, até meados do século XX, foi responsável pela repressão da participação da mulher no esporte. Sendo assim, ao decorrer do século XXI, após abundantes conquistas obtidas pela luta por igualdade de gênero, o atletismo passou a ser mais amplo e reconhecido para ambos os sexos, o que levou muitas modalidades a aderirem o sexo feminino em diversos campeonatos oficiais, como o futebol, o vôlei e o handebol. Porém, mesmo após muitos desafios vencidos, o preconceito de gênero ainda é presente em copiosas sociedades e o reconhecimento do potencial da mulher nas atividades desportiva ainda se encontra restrito.

Além disso, a falta de patrocínio e de incentivos financeiros elevados, quando comparados aos fornecidos para atletas homens das mesmas modalidades e categorias, para as desportistas é outra característica que prejudica a valorização do esporte feminino. Além disso, por mais que uma esportista se destaque, assim como a artilheira Marta do futebol brasileiro está se destacando na atualidade, a preferência do público pelo esporte masculino é uma realidade enraizada na maior parte da sociedade e que dificulta a valorização do desporte feminino.

Em suma, o Brasil ainda tem muito o que fazer para que o esporte feminino seja devidamente valorizado. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, crie um plano de metas para estimular a participação esportiva de mulheres e meninas. Para isso, será necessário estudar as dificuldades que  elas enfrentam em cada esporte em particular. Assim cada vez mais mulheres se envolveram nesse que é um espaço de lazer e saúde, mas também de ascensão feminina. Também, cabe ao CBF (Confederação Brasileira de Futebol), continuar com a obrigatoriedade da presença de campeonatos femininos para, assim, estimular patrocínios às atletas.