A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 20/10/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.” Sendo assim, dignos dos mesmos privilégios. Conquanto, a desvalorização do esporte feminino no Brasil demonstra que a igualdade proposta pela ONU não é tão sólida da prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de princípios e valores de um indivíduo. Tendo como base tal afirmação, seria racional acreditar que o Brasil possui uma educação com propostas que visassem reduzir a cultura patriarcal brasileira. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no alto engajamento e incentivos à eventos esportivos escolares masculinos e, taxas opostas referentes aos jogos femininos. Diante do exposto, é visível que o papel escolar diante da prática esportiva feminina sustenta uma cultura machista.

Importante, ainda, salientar a cultura patriarcal na televisão como impulsionador do problema. Uma vez que é, indiretamente, presente no futebol, tendo em vista que, em canais de esporte predominam jogos de futebol masculino, disponibilizando pouco tempo para o mulheril. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, diversas ideias e princípios foram evoluídas com o passar dos anos, entretanto, infelizmente, a cultura machista no esporte se mantém sólida.

Portanto, infere-se, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o Ministério da Educação busque medidas a fim de garantir que as escolas promovam mais eventos esportivos feminino como forma de incentivar a prática destes, campanhas objetivadas a dar mais visibilidade a proposta e, que, os responsáveis pelos canais de tv esportivos disponibilizem mais tempo a divulgação de mulheres atletas. Dessa forma, o Brasil poderia superar a desvalorização do esporte feminino.