A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 20/10/2020

A colonização portuguesa e os valores morais europeus, foram heranças e razões para o Brasil não valorizar devidamente o esporte feminino, pois a visão da postura feminina brasileira na sociedade é de que deveria ser uma dona de casa e nada mais. Todavia, embora as mulheres tenham conseguidos varias conquistas no setor esportivo, ainda é evidente ao se analisar o papel do esporte feminino no país nota-se uma prevalência de não evidenciar essa modalidade, uma vez que tal atividade é bastante inferiorizada. Sob essa visão, é possível apontar como os principais fatores de manutenção dessa problemática, o preconceito enraizado na cultura brasileira e a postura da mídia a respeito dessa questão.

Primeiramente, é importante ressaltar que no Brasil ocorre uma manutenção dos ideários machistas. Assim, o contradizendo pensamento de Simone de Beauvoir, filósofa francesa, que diz, é através do trabalho que as mulheres podem diminuir as diferenças que as separam dos homens. Entretanto, é notório a desvalorização do esporte feminino no país devido às discrepâncias de oportunidades entre os setores masculino e feminino, como poucos investidores e salários inferiores ao dos homens, porém essas diferenças estão começando a mudar, como anunciando pela CBF que igualou o salários dos jogadores de ambos os gêneros. Mas, ainda é evidente a necessidade de mais medidas, pois, o machismo ainda é um grande influenciador da tomada de decisões em vários âmbitos da sociedade no Brasil.

Em segundo lugar, a indústria midiática é um agente que colabora para manutenção de interiorização feminina em vários setores, como no esportivo. Pois, segundo Adorno e Horkheimer, filósofos alemãs, dizem que, a indústria cultural tende a homogeneizar os padrões sociais com a finalidade de obter lucro. Diante disso, é evidente a falta de visibilidade, já que é perceptível a falta de a transmissões e divulgações desses jogos pela mídia, por conseguinte ocasionando o baixo número de torcedores dentro dos estádios, assim, não há lucro nos ingressos e nas transmissões, desfavorecendo a imagem das mulheres no esporte. Essa falta de lucro ocorre também pela falta de “coragem” dessas de quebram paradigmas que elas mesmo estabeleceram.

Portanto, é evidente que a falta de suporte e incentivo prejudica a prática esportiva das mulheres. Por isso, cabe ao governo Federal Executivo, impor as empresas midiáticas obrigações de transmitirem com mais frequência os esportes femininos, para atrair mais investidores que irão contribuir com a implementação definitiva das mulheres nesse cenário. Ademais, cabe aos mesmos agentes criarem campanhas publicitarias que tirem essa visão preconceituosa no setor esportivo.