A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 20/10/2020

No longa metragem “Ela é o cara”, dirigido por Andy Fickman, a personagem principal, Viola, adora jogar futebol, mas a escola na qual estuda elimina o time feminino desse esporte. Entretanto, ela decide assumir o lugar do irmão, vestindo-se de homem, só pra poder ingressar no time de futebol. No último jogo da temporada, Viola é descoberta, mas o capitão do time resolve deixá-la jogar, alegando que no time dele não há diferença de gênero. Fora da ficção, é muito comum ocorrer o que acontece na escola de Viola, pois, a mulher é muito desvalorizada no esporte devido ao machismo pautado pelo sistema patriarcal. Como consequência disso, a mulher também não tem visibilidade no esporte, não atraindo tanto público.

A priori, é necessário destacar que o machismo é a causa da mulher ser desvalorizada no esporte, afetando diretamente o salário delas. Marta, maior artilheira da Seleção Brasileira, com 98 gols, ultrapassou Pelé, mas, mesmo assim, sofre com a falta de patrocínios e de apoio, além de lidar com o preconceito, o que não acontece só com a atacante, mas com todas as mulheres do futebol feminino. É claro que não é a falta de capacidade que faz isso acontecer, é o machismo, visto que, nos últimos anos, uma das mais importantes revistas de esporte do mundo, a France Football, mostra a disparidade colossal entre o que se paga a jogadores homens e o que se paga às mulheres.

Por conseguinte, é importante salientar a falta de visibilidade que as mulheres têm no esporte. O futebol vai além de uma mera modalidade esportiva no Brasil, sendo parte da identidade do país. Nesse sentido, a importância do esporte feminino é essencial para a sua representatividade, o que, infelizmente, não é muita. Desde cedo, o futebol masculino é explorado, indo dos campeonatos regionais até os mundiais, por todos os veículos de comunicação. O que não acontece no feminino, as copas do mundo masculina são eventos que param todo o país, todos querem assistir, e até 2019, a copa do mundo feminina não tinha sido transmitida pela TV brasileira, e mesmo sendo apresentada, a audiência não se compara à masculina.

Portanto, é evidente que o machismo enraizado é o causador da desvalorização do esporte feminino e da falta de visibilidade desse, e precisa ser combatido. Para isso, urge que o Ministério do Esporte, por meio das Secretarias Estaduais e Municipais do Esporte, crie programas que promovam campeonatos esportivos e incentivem o esporte feminino nas cidades, dessa forma, mais meninas vão querer entrar no mundo do esporte, e os campeonatos vão chamar a atenção do público, valorizando mais o esporte delas. É necessário também, que o mesmo Ministério, em conjunto com as Mídias, explorem mais o esporte feminino, reproduzindo ele em mais plataformas midiáticas, para assim, aumentar a visibilidade feminina no esporte. Por fim, haverá uma maior valorização da mulher no esporte.