A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 20/10/2020
No período do regime militar brasileiro, em 1970, houve uma uma supervalorização do governo em relação à participação do país na Copa do Mundo de futebol masculino, visando aumentar o patriotismo dos cidadãos por meio do esporte, já que a seleção buscou naquele ano o tricampeonato. Entretanto, tal incentivo não é visto para as participações esportivas femininas do Brasil, fator que evidencia a falta de valorização das mulheres no esporte. Em primeira análise, é possível constatar que a falta de apoio cultural e educacional corrobora com essa problemática. Além disso, a discrepância do incentivo salarial e midiático do esporte masculino para o feminino também agrava a situação.
Em 2019, pela primeira vez na televisão aberta, a Copa do Mundo de futebol feminina foi transmitida por completo, enquanto o mesmo evento esportivo masculino altera toda a programação dos canais de TV há décadas. Essa distinção se dá pela falta de apoio da população com a participação das mulheres no esporte, visto que na educação base e na cultura brasileira isso ainda é incomum. Tal afirmação pode ser comprovada pelo dado do Ministério do Esporte de 2016, que expôs que a modalidade com maior presença feminina no país é o vôlei, com apenas 20%.
Ademais, outro fator que corrobora para tal discrepância é a diferença salarial e midiática dos homens em relação às mulheres nos esportes. Tal tese pode ser evidenciada, visto que somente em 2020 a Confederação de Futebol brasileira igualou a remuneração entre os dois gêneros para a seleção nacional. Entretanto, tal ação ainda não é suficiente, já que o baixo salário acarretou a falta de investimento, logo a diminuição do potencial de qualidade do esporte jogado em relação às outras seleções do mundo, ocasionando o desinteresse da mídia, que gera a falta de apoio da população.
Portanto, para aumentar a valorização do esporte feminino no Brasil, é necessário que o a secretaria da cultura, pertencente ao Ministério do turismo, invista em propaganda televisivas e na transmissão de jogos no canal de televisão nacional, em períodos de eventos esportivos femininos, diminuindo o déficit do apoio cultural das modalidades. Além disso, é importante que o Ministério da Cidadania destine verbas às secretarias estaduais de esporte para o investimento direito nas categorias femininas, aumentando o financiamento dos clubes e fazendo com que aumente a qualificação das condições de jogo e o salário das mulheres nos esportes.