A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 20/10/2020
Os Jogos Olímpicos surgiram por volta de 776 anos antes de Cristo, na Grécia Antiga. Por ser uma época e sociedade extremamente patriarcal, os esportes eram praticados somente por homens, enquanto as mulheres não tinham permissão nem pra assistir. De forma análoga, no Brasil, as mulheres também eram excluídas do mundo esportivo e tiveram que conquistar seu espaço nessa área, aumentando a presença em diversas modalidades esportivas. Porém, mesmo assim, ainda existe muita desvalorização do esporte feminino no Brasil, por conta da cultura patriarcal e o machismo presente na sociedade. Sendo assim, o preconceito com as modalidades esportivas femininas e a falta de investimento nesse meio impossibilitam o reconhecimento do esporte feminino no país.
A Constituição Brasileira de 1988, estabelece em lei, a igualdade de gênero, sem qualquer e nenhuma distinção. Porém, tal norma constitucional não abrange o mundo esportivo, que é fruto de uma sociedade patriarcal e reflete padrões de comportamento machistas. Sendo assim, o esporte feminino é visto com preconceito e descaso, o que impede a audiência e visibilidade. Com isso, conforme estudo feito pela Universidade de São Paulo cerca de 40% das mulheres que praticam esportes já sofreram algum tipo de discriminação de gênero. Dessa forma, mesmo que a participação feminina tenha aumentado nas últimas décadas, fica claro que ainda não é dado o devido incentivo à inclusão da mulher nesse meio.
Segundo Adorno e Holkaimer, a indústria cultural tende a homogeneizar os padrões sociais com a finalidade de obter lucro. Diante disso, a falta de interesse gera uma forte falta de investimento e uma negligência da mídia em relação ao esporte feminino. Por exemplo, apenas no ano de 2019, a Rede Globo, maior emissora de televisão no Brasil, transmitiu pela primeira vez uma Copa do Mundo feminina de futebol, enquanto a maioria dos campeonatos dos femininos não são transmitidos à população em televisão aberta. Desse modo, o menosprezo nos meios de comunicação afeta diretamente o apoio e patrocínio recebido pelas atletas, tanto por parte do governo quanto pelas grandes marcas, que investem somente nos principais nomes associados ao esporte masculino, que recebe os maiores salários e a maior visibilidade.
Dessa forma, para aumentar a valorização do esporte feminino brasileiro, cabe ao Governo Federal investir no esporte feminino o mesmo tanto que investe no masculino, dando visibilidade às copas e campeonatos femininos. Além disso, a Mídia como grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião, poderia abordar a problemática, com o fito de incentivar e valorizar as mulheres esportistas por meio de patrocínio e transmissão dos jogos nas redes televisivas.