A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 26/10/2020
No período da antiguidade, desde os primórdios de manifestação esportiva, em 776 a.C., a partir dos primeiros registros sobre os Jogos Olímpicos que ocorreram na Grécia, o evento foi executado sem a presença de pessoas do gênero feminino, na qual as atividades eram praticados somente por homens. Hodiernamente, o que ocorreu na cidade grega assemelha-se à luta cotidiana das brasileiras, as quais buscam ultrapassar as barreiras que as separam do direito de praticar todos os esportes com respeito. Nesse contexto, é evidente que a valorização do esporte feminino no Brasil é um desafio o qual ocorre devido à questão cultural, e ao preconceito da sociedade.
A priori, a cultura que rege o Brasil carrega um longo histórico de mulheres vitoriosas que não receberam a visibilidade que mereciam, tornando posteriormente um tabu de que somente os homens se destacavam nos esportes. Para ilustrar, Maria Esther Andion Bueno era conhecida como a Bailarina do Tênis. Antes de Guga, foi a maior jogadora do país em todos os tempos. No entanto, continuou sem apoio e recebendo criticas de uma sociedade machista que acreditava que o lugar da mulher não era no esporte, o que deve, principalmente, à problemática entre o patriarcado, em que se torna responsável desde a fase de Colonização no território brasileiro, qual proporcionava às mulheres uma imagem objetificada, e sem o protagonismo devido.
Outrossim, o preconceito da sociedade ainda é um grande impasse à valorização do esporte feminino. Tristemente, a existência da discriminação contra as mulheres é reflexo da valorização dos padrões criados pela consciência coletiva. No entanto, segundo o pensador e ativista Michel Foucalt, é preciso mostrar às pessoas que elas são mais livres do que pensam, para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para transpor as barreiras à valorização no esporte.
Diante do exposto, cabe ao Ministério da Educação, agir com proatividade no papel de deliberar acerca da importância da valorização do esporte feminino a partir da manutenção no sistema educacional público e privado para que as alunas tenham a oportunidade de praticar tais atividades durante o período de desenvolvimento do indivíduo, para que então, a sociedade civil, em especial as crianças e adolescentes, não sejam complacentes com a cultura preconceituosa difundida socialmente. Por fim, a Mídia como grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião, poderia abordar a problemática, com o fito de incentivar e valorizar as mulheres esportistas por meio de comerciais, uma vez que ações midiáticas têm imenso poder transformador e influenciador. Para que a sociedade de modo geral conscientize-se.