A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 01/11/2020

É possível perceber que, desde o início das civilizações as mulheres são vistas e postas como submissas e inferiores aos homens. Apesar de esse pensamento ser ultrapassado, ele gerou evidentes consequências para o mundo atual, como a desigualdade de gênero. Sendo o esportes uma das práticas sociais que refletem os padrões de comportamentos e os valores de uma sociedade patriarcal. Por isso, apesar de a participação feminina ter aumentado nas últimas décadas, ainda não é dado o devido incentivo e valor à sua inclusão nesse meio.

É sabido que, pela história, nas primeiras olimpíadas da Grécia antiga, as mulheres não eram autorizadas a participar, por serem consideradas frágeis e terem outras prioridades como as atividades domésticas. Como efeito dessa ideia, a fragilidade e incapacidade ainda é associada às mulheres, principalmente para as atividades ditas “brutas demais”. No entanto, atletas como a Marta e a Flávia Saraiva confrontam essa ideia, por serem exemplos de força e superação no esporte feminino.

Ademais, outro aspecto que dificulta a valorização do esporte feminino é a falta de patrocínio. Consoante pesquisa realizada pelo site “super esporte”, homens chegam a receber 234 vezes mais que as mulheres nos esportes. Visando esse número, fica evidente a desproporcionalidade entre os gêneros nesse meio. Tal fato desestimula muitas meninas a prosseguirem com uma carreira de atleta, perdendo, infelizmente, muitos talentos.

Dessa forma, reforça-se a ideia de que as mulheres possuem muitos obstáculos para seguir uma carreira esportiva. A fim de amenizar tais dificuldades, cabe ao governo junto ao Ministério da Educação Esporte e Cultura implementar, desde cedo, nas escolas, políticas de integração esportiva, com palestras de incentivo e representatividade. Outrossim, o governo deve investir mais fortemente nos desportes femininos. Assim, as mulheres terão melhores oportunidades nesse meio social