A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 16/11/2020

Na Grécia Antiga a participação feminina nos jogos olímpicos era proibida, e as mulheres não eram bem-vindas nem nas arquibancadas. De maneira análoga, no hodierno cenário brasileiro, a discriminação contra as mulheres no esporte permanece, o que impede o alcance do bem-estar social. Assim, faz-se pertinente debater acerca do problema que não é observado tanto pelo poder público quanto pela sociedade, mas que precisa ser devidamente combatido.

Em primeira instância, é preciso reconhecer que a negligência governamental corrobora a existência do problema. Embora a Constituição Federal de 1988- norma de maior hierarquia brasileira- garanta que o esporte é um direito de todos, sua finalidade encontra desafios, haja vista que as mulheres são discriminadas e impossibilitadas de participarem de práticas esportivas. Além disso, o esporte feminino no Brasil não é incentivado pelo Estado, tendo como consequência a liderança masculina, bem como a desigualdade de gênero.

Outrossim, a inépcia social contribui para a ocorrência do problema. É notório que o preconceito acerca da participação das mulheres no esporte está enraizado na sociedade brasileira. De fato, tal atitude se relaciona ao pensamento do célebre físico Albert Einstein: é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Um exemplo disso é a desvalorização do futebol feminino no Brasil, visto que os times recebem menos investimentos e apoio da população por serem constituídos de mulheres. Dessa maneira, verifica-se a ineficácia da sociedade em estimular o esporte feminino no país.

Logo, tendo em vista as análises apresentadas, faz-se necessária a adoção de medidas que visem combater o conflito supracitado. Para tanto, cabe ao Ministério da Cidadania- responsável pelas formas de expressão da cultura nacional- incentivar a prática esportiva feminina nas cidades brasileiras, por meio de projetos para a formação de equipes femininas, a fim de democratizar o esporte no país.  Sendo assim, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, propostos pela ONU para 2030 , o qual visa a redução das desigualdades, será, paulatinamente, alcançado.