A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 17/11/2020

Promulgada pela ONU, a declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos indivíduos direito à saúde, educação, lazer e ao bem-estar social. Nesse contexto, não há dúvidas de que o enaltecimento do esporte feminino é um desafio no Brasil, o qual ocorre, infelizmente, devido não só à desvalorização na área, mas também há problemas na educação que não incentiva as mulheres a buscarem fazer esportes desde os anos inicias, visando principalmente sua saúde.

Deve-se destacar, de início que a desvalorização na área do esporte feminino como um dos complicadores do problema. Nesse sentido, segundo Rouseeau, na obra ‘‘contrato social’’, cabe ao estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo. No entanto, nota-se, no Brasil, que a baixa do esporte rompe com as defesas do filósofo iluminista. Dessa forma, é inaceitável que, em pleno terceiro milênio o esporte feminino ainda não tenha a igualdade  que merece, violando o que é exigido constitucionalmente.

Em segundo lugar, pode-se apontar como um empecilho a consolidação de uma solução, assim sendo, problemas na educação que não incentiva as mulheres a buscarem fazer esportes desde os anos inicias, visando principalmente sua saúde. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que eleve o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema. Tal fato demonstra-se uma grande incoerência, já que o reconhecimento do esporte feminino no Brasil não é realizado na prática.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Governo deve investir em campanhas que incentivem as mulheres a fazer esportes nas escolas e valorizar cada vez mais o espaço delas na sociedade, por meio de palestras que mostre que não só meninos podem fazer esportes,  mas as meninas tem a mesma capacidade até melhores que eles, e que estimule ao lazer, um futuro profissional e a saúde. Dessa forma, será possível garantir um apoio e uma educação que, de fato, integra indivíduos e promove a plena construção de interesses sobre o assunto . Só então seremos uma sociedade que promove igualdade de direitos.