A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 30/11/2020

Na história, personagens como Joana D’arc e a luta durante a Guerra dos 100 anos, na França, demonstraram a dificuldade da introdução da mulher em posições consideradas masculinas por uma sociedade misógina. Não diferente, isso ocorre também dentro do campo dos esportes, como efeito, a figura feminina e os esportes praticados por elas são desvalorizados. Diante disso, o movimento feminista tem lutado por mais espaço e pela igualdade de gêneros também nas atividades esportivas, porém ainda há muito a ser feito. Desse modo, é notória a relevância do tema.

Antes de tudo, é importante salientar que, felizmente, as mulheres já desbravaram muitos espaços e mostraram a qualidade do seu trabalho. Em decorrência disso, a Rede Globo, em 2019, fez a primeira exibição da Copa do Mundo Feminina de futebol para todo território nacional. O que antes era um evento unicamente masculino e que acarreta grandes investimentos em publicidade e benefícios para os atletas, agora tem um lugar mais que merecido para elas. Essa tendência é positiva, dados os eventos como a proibição de práticas esportivas por mulheres durante o governo de Getúlio Vargas, e caminham para a valorização do papel feminino no esporte.

Entretanto, a igualdade de gêneros ocorre a passos curtos e a misoginia ainda impera no Brasil. Com isso, declarações como a da jogadora Marta, referência no futebol, são comuns. Durante uma entrevista ao jornal “O Globo”, ela demonstrou insatisfação com a diferença salarial entre esportistas da categoria masculina e feminina, além de questionar a falta de patrocínio e investimento nas mulheres que praticam esportes. Nesse cenário, fica claro que por mais que esteja mais fácil vê-las na prática esportiva, a valorização dessas atletas é questionável, o que inclui incentivo por torcidas de massa como ocorre nas partidas dos homens, que geram investimentos em publicidade e renda pelabilheteria.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério do Esporte, parte do Ministério da Cidadania e a mídia, como concessão pública, oferecerem maior visibilidade aos eventos esportivos femininos, que por consequência, gera maiores investimentos e valorização dessa prática esportiva. Isso poderá se dar por meio de programas de distribuição de ingressos, no qual, o Órgão do governo ofertaria entradas gratuitas para estudantes de escolas públicas e pessoas de baixa renda. Ademais, também é válido que ocorram campanhas publicitárias formuladas pelos meios de comunicação, entre eles, rádio, TV e rede sociais, com o objetivo de atingir um maior público e levá-los às competições. A partir disso, com aumento do público nas partidas, ocorrerá uma maior visualização do esporte, mais investimentos na categoria e ampliação da figura da mulher nessas posições. Dessa maneira, será possível, a longo prazo, aumentar a valorização do esporte feminino no Brasil.