A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 25/11/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos saúde e bem-estar social. Entretanto, a valorização do esporte feminino se torna um empecilho na sociedade. Dessa maneira, não só a cultura do machismo enraizada, mas também a falta de legislação em prol da mulher torna obsoleto o desenvolvimento do Brasil.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a cultura do machismo enraizada é uma adversidade presente na nação. Segundo o filósofo Norberto Bobbio, a dignidade humana é uma qualidade intrínseca ao homem capaz de lhe dar o direito ao respeito e à consideração por parte do Estado. Nessa lógica, é notório que apesar da comunidade feminina ter conquistado um grande espaço na sociedade, é perceptível que a mulher ainda é considerada um sexo frágil. Por exemplo, segundo um levantamento da revista France Football sobre os maiores salários do futebol mundial. A lista mostrou que a soma dos cinco salários mais altos do futebol feminino totaliza € 1,79 milhões – o equivalente a cerca de R$ 7,7 milhões. Isso não é sequer um décimo do salário do quinto jogador mais bem pago, Gareth Bale, que leva para casa € 40,2 milhões – algo em torno de R$ 175 milhões. Desse modo, è evidente que medidas precisam ser tomadas.
Ademais, a falta de legislação em prol da mulher é uma dificuldade enfrentada por essa parcela da comunidade. Segundo Rousseau, o homem é determinado pelo meio em que vive. Segundo o Artigo 54 do Decreto lei 3199, de abril de 1941, época em que Getúlio Vargas estava no poder, ‘‘AS mulheres não se permitiria á pratica de esportes incompatíveis com as condições de sua natureza’’. Desse modo, fica evidente que a luta da mulher acontece a décadas e mesmo assim a sociedade patriarca arruma uma maneira de colocar a mulher em um posição inferior, apesar de estarmos em pleno século XXI. Tal questão, é inaceitável e atrapalha a isonomia do país.
Portanto, medidas públicas são necessárias. Assim, especialistas no assunto, com apoio de Organizações Não Governamentais, devem desenvolver um programa, no qual mulheres que buscam o sonho de viver no esporte possam ter a oportunidade e ajuda de conseguir. Tais ações devem ocorrer através das redes sociais, e por meio de um site cidadãos possam doar capital para ajudar esses indivíduos. E também o Governo criar estações para que essas mulheres possam treinar e melhor seu condicionamento físico. Logo, tirando as pedras do meio do caminho, construir-se-á uma nação livre e igualitária.