A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 19/12/2020
Foi promulgada uma lei em 1941, durante o Estado Novo, que impedia a mulher de praticar esportes, pois eram vistos como algo que não pertenciam à sua natureza. Entretanto, quase 80 décadas após, apesar de já haver a concessão, ainda se observa na sociedade brasileira que o esporte feminino é reprimido e pouco investido. Destarte, diante do cenário deplorável, é desse crucial a tomada de medidas que valorizem a prática esportiva às cidadãs.
A princípio, destaca-se que as esportistas são reprimidas devido ao machismo. Sob esse viés, muitas modalidades esportivas são vistas ainda hoje, século XXI, como propícias apenas para homens, o que gera coerção social nas mulheres que se interessam por tais esportes e passam a praticá-los. Com isso, há transgressão dos direitos à liberdade e à igualdade, constatação na Constituição Brasileira de 1988, uma vez que muitas mulheres são privadas de ignorar, sem repressão, pelo esporte que deseja. Por outro lado, a realidade masculina não acontece essa situação desagradável, o que representa desigualdade de gênero. Logo, a mulher deve ser valorizada por suas habilidades, tanto quanto o homem, assim como deve poder escolher entre ginástica, futebol e boxe, por exemplo, sem que seja inferiorizada.
Ademais, a falta de patrocínio para o esporte feminino demonstração a sua desvalorização. Nesse panorama lamentável, os investidores do ramo não estudamos no esporte feminino o retorno que deseja, isso porque enquanto os homens o menospreza, o público feminino não é grande o suficiente. Por conseguinte, há o favorecimento da distância que separa o homem da mulher, uma vez que, segundo Simone de Beauvoir - escritora e feminista francesa -, eles se aproximam através do trabalho; porém, sem investimento no esporte feminino, muitas mulheres não conseguem fazer dele um trabalho. Portanto, as mulheres devem, incentivar e apoiar umas às outras, para assim conquistar o espaço e destaque que merecem.
Diante do exposto, é imprescindível alterar a realidade de desvalorização do esporte feminino que predomina no Brasil hodierno. Para tal, cabe ao Ministério da Cidadania divulgar informar de esportistas femininas, com o relato de como se sente por fazer o que gosta. Isso deve se concretizar por meio da mídia, como redes sociais e em horários comerciais nas emissoras de televisão, um fim de estimular a prática de esportes às mulheres, assim como o interesse por assistir e apoiar como atletas. Espera-se, com isso, que haja cada vez mais igualdade de gênero no campo esportista e, consequentemente, mais investimento e valorização do esporte feminino.