A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 17/12/2020
Maria Lenk. Rafaela Silva. Marta. Essas são algumas das mais famosas atletas brasileiras. Entretanto, ainda assim, não recebem o mesmo reconhecimento dos homens. Deste modo, é necessário observar as causas, históricas e sociais, e consequências dessa problemática, a fim de solucioná-la.
Durante o período do Estado Novo, as mulheres eram proibidas de jogar futebol. Hoje, lidamos com reflexos dessa medida. Um deles é a crença que a mulher deveria apenas servir ao lar, e não estar em campo, uma perpetuação do patriarcalismo. Além disso, de acordo com o site MaisEsportes, as bonificações masculinas podem ser até 234 vezes maiores que as femininas. Isso é influenciado pelas bilheterias, já que, o público, por falta de costume e incentivo, não assiste às competições. Logo, vê-se que existem diversos impedimentos à prosperidade dessa modalidade no país.
Outrossim, considera-se o esporte como uma ferramenta de trasnformação social. Todavia, a chance de ascensão é maior para os homens, já que recebem mais suporte, seja público, seja privado. Então, as mulheres são excluídas desse processo e situam-se em uma posição marginalizada, na qual tem que se dedicar mais que seus pares para atingir a mesma colocação. Isso faz com que a disparidade dentro do âmbito desportivo seja enorme e que a discriminação sexista seja conservada.
Em suma, percebem-se as dificuldades enfrentadas cotidianamente por aspirantes à e atletas profissionais femininas. Portanto, é dever do Ministério da Cidadania, resposável pelas práticas esportivas no Brasil, criar incentivos e movimentos que valorizem a inclusão e diversidade no esporte. Isso deve ser feito por meio da distribuição de bolsas para atletas e pela promoção de campeonatos exclusivamente femininos, que recebam patrocínio financeiro do governo e divulgação midiática, a fim de que essa categoria receba a visibilidade necessária e seja criada uma sociedade justa e consciente.