A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 15/01/2021

Na série “O Gambito Rainha”, é retratada a trajetória de Beth, uma jovem prodígio no xadrez que, eventualmente, torna-se vencedora do campeonato mundial. Nesse sentido, a narrativa revela a valorização da caterigoria feminina no esporte. Fora da ficção, o cenário é bem diferente, visto que, no contexto brasileiro atual, a desvalorização do esporte feminino é uma questão a ser elucidada. Logo, não somente a hegemonia do gênero masculino, como também a falta de incentivo governamental perante o esporte feminino agravam o entrave.

Em primeira análise, é importante destacar que o machismo, lamentavelmente, é o principal fator para desvalorização do esporte feminino. Isso porque, no Brasil, a comunidade esportiva entende o esporte masculino como privilegiado em relação ao feminino. Sob essa perspectiva, a obra “Casa Grande e Senzala”, escrita por Gilberto Freyre, evidencia uma sociedade marcada pelo privilégio do homem, situação análoga à comunidade eportiva brasileira, uma vez que essa desvaloriza a categoria feminina. Assim, a universalização esportiva faz-se mister para elucidar o problema.

Vale ressaltar, ainda, a ausência estatal como outro paradígmada da questão. Pois, de acordo com a Constituição Federal, documento de maior importância jurídica no país, a igualdade de gênero está elencada, em seu artigo 5º, como um direito social e civíl. No entanto, fora do papel, a prática e efetividade desse código é inexistente, devido ao Estado não fornecer amparo sufuciente para tal, como exemplo o incentivo de meninas ao esporte nas escolas.

Depreende-se, por fim, que medidas exequíveis sejam instauradas. Portanto, cabe ao Projeto Nacional de Educação, mediante redireconamento de verbas, criar um programa esportivo exclusivo para o público feminino - como gincanas e campeonatos - nas intituições públicas de ensino, a fim  de garantir a inclusão dessas no esporte. Somente assim, casos como o de Beth serão referência, também, no Brasil.