A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 16/01/2021
Segundo a FIFA (Federação Internacional de Futebol), a atual atacante da seleção brasileira feminina de futebol Marta coleciona até os dias atuais seis troféus de melhor jogadora do mundo, ficando à frente de Leonardo Messi e Cristiano Ronaldo que conquistaram cinco vezes esse título. Entretanto, o salário recebido por Marta é inferior ao de seus colegas Messi e Cristiano, pois, o esporte feminino não é valorizado como masculino.
Em uma primeira análise, vale ressaltar que antigamente após a fala “futebol é para homem” da CND (Conselho Nacional dos Desportos) o futebol feminino foi proibido no Brasil por um período. É inegável que tal fala da CND se deve ao fato de a construção histórica do país tratar o sexo feminino como “sexo frágil”.
Em uma segunda análise, deve-se observar que um fator influente na valorização do esporte feminino é a testosterona. Visto que o corpo masculino produz uma maior quantidade de testosterona do que corpo feminino, os homens apresentam maior desempenho físico. Dessa maneira, os investimentos nos esportistas masculinos são maiores.
Em virtude dos fatos mencionados, é notório que a valorização do esporte feminino no Brasil está diretamente ligada a estruturação histórica. Portanto, cabe à sociedade desconstruir esse tal pensamento de que o sexo feminino é um “sexo frágil” para que as oportunidades e visibilidades dentro do esporte sejam as mesmas. Ademais, para a desconstrução desse pensamento, às escolas devem mostrar aos alunos que as mulheres são capazes de muitas conquistas dentro do esporte assim como Marta.