A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 18/02/2021

O filme “Million Dollar Baby” demonstra as incessantes dificuldades de uma atleta na conquista de um título esportivo; analogamente, no Brasil, tais dificuldades também estão estabelecidas, como a falta de patrocínios, baixos salários, dificuldades de arrecadação e afins. Posto isso, é fulcral o papel estatal na estimulação cultural e educacional de tais eventos, a fim de solidificá-los e valorizá-los na sociedade brasileira.

Precipuamente, conforme o sociólogo Karl Marx, a “Lei da oferta e da procura” define preços, salários, patrocínios e similares mediante a demanda do público. Assim, em esportes femininos carentes desses recursos, não haverá natural captação desses bens financeiros. Logo, a fim de estimular a demanda, é necessária uma atuação estatal no espectro cultural-publicitário, visando uma gradual popularização e enriquecimento dessas modalidades ao público pagante.

Ademais, consoante os modelos universitários de Cuba e Estados Unidos da América, é primordial a alocação de bolsas universitárias em instituições públicas e particulares, mediante financiamento governamental, a fim de, concomitantemente, assegurar a carreira profissional de futuros atletas e, em eventual insucesso esportivo, capacitá-los ao mercado profissional com suas respectivas formações acadêmicas, medida essa que estimula a ingressão e sustentação de jovens mulheres ao mercado esportivo.

Infere-se, por conseguinte, a imprescindibilidade de atuação governamental nos espectros cultural e educacional. É incumbência do Ministério da Educação a concessão de bolsas escolares e universitárias a atletas do país, em instituições públicas ou particulares, visando a simultânea formação acadêmica e profissional necessária aos mesmos. Outrossim, cabe à Secretaria de Cultura a promoção publicitária de esportes femininos, em redes sociais e televisivas, aspirando à popularização das modalidades. Dessarte, solidificar-se-á e valorizar-se-á o esporte feminino no país.