A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 05/03/2021

O patriarcado é uma forma de valorização do poder dos homens sobre as mulheres que se caracteriza pela dominação na política, na econômica, no social  ou no familiar. Do mesmo modo, no cenário atual, o mesmo acontece na sociedade brasileira, quando nota-se a valorização do esporte feminino no Brasil, em que as jogadoras femininas são menosprezadas por essa prática ser considerada masculina no país. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de uma grave problema, em virtude do preconceito decorrente do machismo e da insuficiência no incentivo do esporte feminino.

Em primeiro plano, vale salientar que o preconceito proveniente do machismo é um forte empecilho para a resolução do problema. Conforme a socióloga Nathália Ziê, o universo dos esportes é muito masculino, e muitas vezes as mulheres não são levadas a sério. Nessa análise, o esporte no Brasil se encontra como um lazer masculino e machista, na qual os indivíduos do sexo feminino se depara com inúmeras dificuldades de desfrutar desse lazer, dificuldades essas que a figura do homem não enfrenta, como a privação da prática esportiva, a ironização,  a desvalorização e o preconceito, por consequência do machismo enraizado na sociedade que impulsiona essa discriminação na Terra do Brasil e que impõe que essa ação não é para mulheres, o que infelizmente é notório no povo brasileiro.

Ademais, cabe ressaltar a insuficiência no incentivo do esporte feminino como impulsionador para que o problema continue a perdurar. De acordo com a matéria do site campograndenews.com.br, a jogadora de futebol Marta passou Pelé e se tornou a maior artilheira da Seleção Brasileira, com 98 gols, o rei possui 95 gols em 114 jogos com a camisa amarela. Diante disso, as jogadoras brasileiras vêm conquistando os seus espaços no mundo dos esportes, mas essa tarefa ainda continua muito árdua e mesmo assim com conquistas e algumas instituições apoiando, como a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), essa ajuda ainda é insuficiente visto que não só a Marta como também todas as meninas do futebol feminino do país sofrem com a pouca visibilidade na mídia, patrocínio, e apoio de empresas.

Portanto, indubitavelmente, medidas têm que ser tomadas para conter o avanço dessa problemática. Para isso, o Ministério da Cidadania, juntamente com o Estado, deve criar projetos para inclusão de mais mulheres no esporte, aumentar os investimentos e criar propagandas sobre a importância do esporte feminino e acerca da quebra do tabu em relação a essa prática, por meio de incentivos de empresas privadas e públicas, por intermédio das redes sociais e emissoras de TV, com profissionais da área, com rodas de conversa em escolas, e em espaços públicos sobre o assunto, com posts nas redes sociais e com a influência e as participações de jogadoras femininas, a fim de que o esporte feminino seja valorizado no Brasil. Dessa maneira o país irá superar o problema.