A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 09/07/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, prevê que todos os humanos nascem livres e iguais em dignidade e direito. Entretanto, na sociedade brasileira tal igualdade de direitos não é corroborada, visto que os esportes praticados por mulheres é pouco valorizado. Nesse sentido, no que tange à questão da desvalorização do esporte feminino, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude do preconceito enraizado na sociedade e do deficitário incentivo à valorização do esporte feminino.

Dessa forma, em primeira análise, os estereótipos implantados em relação  à mulher é um desafio presente no problema. Segundo a teoria do Habitus, do sociólogo Pierre Bordieu, a qual afirma que todo indivíduo é influenciado pelos hábitos enraizados na sociedade. Sob o mesmo ponto de vista do sociólogo, os cidadãos brasileiros possuem um pensamento ultrapassado no que diz respeito à mulher no esporte, considerando uma atividade  exclusiva do sexo masculino.

Em paralelo, a falta de incentivo ao esporte feminino é um entrave no que tange à questão do impasse. Sob a perspectiva filosófica de Aristóteles, “a política tem como função preservar a afeto entre as pessoas de uma sociedade”. No entanto, é perceptível que o pouco investimento do Estado no que diz à valorização do esporte,  faz com que o tabu se torne maior. Ademais, faz com que as futuras gerações sintam-se excluídas e desistam da carreira na área esportiva.

Portanto, é notório a necessidade de intervir na problemática. Logo, é dever do Conselho Nacional do Esporte (CNE), em conjunto com o Ministério da Educação, implantar palestras sobre a importância das mulheres no esporte, em escolas e instituições públicas, com o objetivo de desconstruir o estereótipo criado em torno da prática do exercício feminino. Além disso, criar projetos esportivos em comunidades, com o intuito de incentivar novos talentos a seguir na profissão de atleta.