A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 21/06/2021

O filme “Ela é o cara” revela a história de Viola, uma das melhores jogadoras de futebol de sua escola, que não se coforma com a extinção de tal modalidade esportiva e encontra-se obrigada a vestir-se como homem para jogar futebol. Dessa maneira, assim como mostrado no filme, o esporte feminil é bastante desvalorizado, em que as mulheres sofrem preconceito, além da falta de credibilidade e visibilidade. Diante disso, deve-se analisar como o aspecto histórico-cultural tal problemática, o que gera como consequência o baixo incentivo do público feminino a praticar esportes no Brasil.

Primeiramente, é fundamental salientar que a questão histórico-cultural resulta na desvalorização do desporte praticado por mulheres. Isso porque, historicamente no Brasil, não era permitida o exercício esportivo pelo público feminino, sendo somente no final da década de 70 que tal proibição foi extinta. Por conseguinte, essa restrição representava uma visão patriarcalista da sociedade, que se enraizou na cultura brasileira e relfete até os dias atuais uma perspectiva machista, em que o esporte é voltado para homens. Para exemplificar, de acordo com um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a prática de exercícios físicos por mulheres no Brasil é 40% inferior aos homens, o que revela que tal aspecto histórico-cultural está presente hodiernamente no esporte.

Em decorrência de tal fator, é notório o baixo incentivo das mulheres a praticar atividades esportivas. Isso acontece porque, assim como mostrado no filme “Ela é o cara”, o esporte realizado por mulheres é abundantemente negligenciado pelas esferas sociais, o que gera a ausência de recursos, visibilidade e credibilidade para tal modalidade social. Logo, sem a devida atenção , ocorre uma falta de estímulo a jovens e crianças do sexo feminino a ingressarem nas inúmeras modalidades esportivas disponíveis no país. Sendo assim, o estudo feito “PNUD” só confirma que há um baixo estímulo esportivo ao público feminino brasileiro.

Torna-se evidente, portanto, que o aspecto histórico-cultural causa a desvalorizalição do esporte feminal, o que provoca como consequência o baixa incentivo do público feminino a ingressar nas atividades físicas. Em razão disso, cabe ao Ministério da Educação promover a conscientização da sociedade  brasileira, por meio de campanhas e seminários em todas as esferas da comunidade, que revele a interferência do patriarcalismo nos dias atuais, com o fito de que a desvalorização do esporte feminino acabe. Ademais, cabe ao Ministério da Cidadania investir mais verba no desporte feminil, por intermédio de projetos e campanhas, que aproximem o público feminino das atividades físicas, além de destinar verbas para a permanência das atuais modalidades, com o intuito de que ocorra um alto incitamento ao esporte feminil. Dessa maneira, não decorrerá a desvalização do desporte feminino.