A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 28/06/2021
O filme “Ela é o cara” conta a história de Viola, uma ótima jogadora de futebol, que se encontra obrigada a vestir-se de homem para jogar tal esporte, uma vez que a modalidade feminina foi extinta em sua escola. Dessa maneira, assim como mostrado no filme, o desporte feminil é bastante desvalorizado, em que as mulheres sofrem preconceito, falta de credibilidade e visibilidade nessa área. Diante disso, deve-se analisar como o aspecto histórico-cultural causa essa problemática, o que gera como consequência a negligência governamental do esporte praticado pelas mulheres.
Primeiramente, é fundamental salientar que a questão histórico-cultural resulta na depreciação das atividades esportivas realizadas por mulheres. Isso porque, historicamente no Brasil, o patriarcado foi um sistema social bastante presente, que possuía como principal conceito a perspectiva de que o homem era superior e mais capaz do que a mulher. Destarte, tal visão também se aplicava ao esporte, o que contribuiu para que esse ponto de vista se enraizasse na sociedade, tornando-se algo cultural, sendo observado até os dias atuais. Para exemplificar, de acordo com um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD), a realização de esportes por mulheres é 40% inferior aos homens. Posto isto, é notório que o enfoque cultural esteja presente hodiernamente no esporte,
Em consequência de tal fator, é evidente que há uma negligência por parte do governo nas atividades desportivas femininas. Isso acontece porque as esferas governamentais são displicentes em relação ao esporte feminil, tendo em vista que há ausência de recursos, visibilidade e credibilidade, o que, na maioria, das vezes é causada por verbas insuficientes. Para exemplificar tal afirmação, o filme “Ela é o cara” revela essa negligência, em que a modalidade praticada por mulheres foi extinta na escola. Por conseguinte, a falta de recursos geram poucas oportunidades para o público feminil ingressarem ou permanecerem em tal área.
Torna-se evidente, portanto, que o aspecto histórico-cultural causa a desvalorização do desporte realizado por mulheres, o que provoca como consequência a displicência do governo nesse espaço social. Em razão disso, cabe ao Ministério da Educação promover a conscientização da sociedade brasileira, por meio de campanhas e seminários em todas as esferas da comunidade, que revele a interferência do patriarcalismo nos diais atuais, com o fito de que a desvalorização do esporte feminino acabe. Ademais, cabe ao Ministério da CIdadania investir mais verbas no desporte feminil , por intermédio de projetos e campanhas, que garantam a permanência das modalidades femininas, com o intuito de que situações como a da personagem Viola não sejam comuns, o que garante a devida atenção a esse setor. Dessa maneira, não ocorrerá uma desvalorização do esporte femino no Brasil.