A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 04/08/2021
Devido à pandemia em 2020, como Olimpíadas de 2020 em Tóquio foram adiadas para o ano de 2021. Neste cenário, algumas modalidades de esporte foram produzidas, como o Skate e o Surf. Além disso, a brasileira Rayssa Leal, com 13 anos, foi medalhista na modalidade de Skate. Tal evento, gerou repercusão mundial, em que outros atletas recordistas elogiaram o desempenho da adolescente. Em 2021, as três medalhistas no skate feminino eram adolescentes, de tal modo que uma geração foi incentivada à prática de esportes. No entanto, ao analisar o cenário brasileiro, nem sempre é debatido a questão da importância do esporte e muito menos há incentivo para tais práticas, principalmente, quando local-se às mulheres, haja vista que a cultura do machismo ainda é comum na atualidade.
Antes de tudo, vale ressaltar como o esporte é importante para o indivíduo tanto individual quanto coletivamente. A princípio, a ciência já confirma que práticas de atividades e exercícios físicos promovem maior qualidade de vida, pois ao praticar a imunidade aumenta, a fadiga, o estresse e os riscos de obesidade diminuem, o desempenho de concentração é maior e o raciocício lógico é estimulado . Além de todos esses benefícios, práticas esportivas fornecem hormônios responsáveis pela saúde mental, inclusive é recomendado para pacientes em tratamento de doenças psicossomáticas.
Contudo, apesar de todos os benefícios citados, as mulheres ainda desfazem por estigmas sociais machistas, uma vez em que o esporte não pode ser encaixado na sua vida, visto que, socialmente, a mulher já tenha um papel fixo de como agir e efetuar. Segundo o Jornal, O Globo, Marta Silva, jogadora brasileira de futebol, ganha menos de 0,1% em relação ao salário do jogador brasileiro mais caro, Neymar Júnior. Apesar da artilheira já ter sido escolhida como melhor futebolista do mundo por seis vezes, a desvalorização e a falta de incentivo é preocupante, até porque o que deveria ser ponto de destaque, o desempenho, não é visto por questões patriarcais.
Portanto, o esporte é importante para todos fisicamente, psicologicamente e moralmente e, é necessário que o estigma de que uma mulher não tem lugar no esporte seja desconstruido. Assim sendo, o Ministério de Saúde juntamente com o Ministério da Educação devem investir, incentivar e promover educação acerca do esporte, principalmente para meninas e mulheres, por meio de projetos sociais esportivos nas escolas e nas comunidades de todas as cidades do Brasil, com a toques de dar oportunidade para essas mulheres, para que um dia elas sejam reconhecidas e valorizadas no esporte. Desta forma, assim com a skatista Rayssa Leal revelou o seu talento e orgulhou na nação, outras meninas também terão a oportunidade de se destacar, e nenhum preconceito poderá as tirar do pódio.