A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 04/08/2021
Exigência de times femininos a todas as equipes de futebol da série A, televisonamento da Copa do Mundo feminina e crescente aumento da participação feminina nas Olimpiadas são alguns dos exemplos dos avanços da valorização do esporte feminino no Brasil. Essas evoluções no reconhecimento da participação das mulheres nos esportes são de suma importância para o país, visto que elas não só ampliam os efeitos sociais do esporte ao público feminino, mas também diminuem o preconceito de genêro. Entretanto, mesmo com esses avanços, as esportistas ainda sofrem com desafios, como a falta de investimento e incentivo em times formados por mulheres.
Esse cenário de incentivo a participação das mulheres nas atividades esportivas é muito importante para a sociedade brasileira. Isso porque o maior acesso aos esportes ao público feminino propicia a elas os efeitos desse como ferramenta de inclusão social, visto que o esporte é para muitos uma oportunidade de melhora de vida e uma fonte de preparo para cidadania. Esse aspecto do esporte pode ser visto no filme Coach Carter, no qual são mostradas as consequências positiva do esporte na vida dos jogadores de um time de basquete escolar e os aprendizados que o trabalho em grupo, o respeito e a disciplina os ensinaram para se tornarem cidadãos e indivíduos melhores. Ademais, outro motivo da relevância do incentivo ao esporte feminino é o seu impacto na busca pela igualdade de genêro. Isso porque a participação feminina em ambientes marjoritamente masculinos “quebra” o estigma machista e patriarcal de que as mulheres são frágeis e que devem estar restritas ao ambiente doméstico.
Porém, mesmo sendo importante, esse incentivo ainda sofre dificuldades de se concretizar integralmente no país. Isso ocorre poque ainda há uma falta de investimento e patrocínio em times formados por mulheres, essa situação é comprovada seja pela falta de escolinhas esportivas direcionadas a meninas, seja pela pouca visibilidade que os jogos profissionais femininos têm. Esse cenário vai de encontro com o assegurado pela Constituição federal, no seu artigo 217, o qual diz que é dever do Estado fomentar práticas desportivas formais ou não formais, e propicia um ambiente favorável ao sexismo, preconceito de genêro, visto que não vai ao encontro do princípio da isonomia, o qual diz que todos somos iguais perante a lei.
Portanto, torna-se necessária a criação de medidas que visem à valorização do esporte feminino. Para isso, o Ministério da cidadania, aliado as secretárias do esporte, deve investir no incentivo a práticas esportivas pelo público feminino desde a infância, por meio da criação de centros poliesportivo aos quais possuam materiais de qualidade e professores qualificados oferecendo o treinos de diferentes esportes, a fim de propiciar a todos os benefícios do esporte e garantir o seu direito.