A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 12/08/2021

Futebol. Basquete. Atletismo. No Brasil, esses esportes profissionais são dominados pelo gênero masculino há muito tempo. Entretanto, a presença e participação feminina, apesar da considerável valorização, ainda encontra alguns entraves. Isso se evidencia não só por questões históricas, mas também pelo comportamento coletivo.

Inicialmente, cabe destacar que a ausência de equidade entre os gêneros, infelizmente, tem raízes históricas. No Brasil, a história nos mostra que as mulheres tiveram seus direitos reconhecidos somente em 1934, com Getúlio Vargas. Apesar de tardio, esse reconhecimento no meio esportivo começou a deslanchar na atualidade com a realização de grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de Futebol Feminino. Há de se considerar que essa quebra de paradigma só foi possível devido aos persistentes movimentos feministas. Diante disso, é essencial o papel de divulgação da mídia para adesão não só de novas esportistas, mas também de patrocinadores.

Além disso, é preocupante que hábitos sociais patriarcais persistam no Brasil. Segundo Émile Durkheim, renomado sociólogo do século XIX, a sociedade molda o comportamento do indivíduo, o qual sofre influência de normas sociais. Nessa perspectiva, em muitos locais do nosso país, é comum que as crianças sejam introduzidas em práticas lúdicas diferentes, cujos meninos são, preferencialmente, inseridos nos esportes. Por isso, é pertinente que a escola extirpe costumes machistas e inclua as meninas no esporte.

Portanto, considerando a disparidade histórica com relação ao gênero nos esportes, torna-se fundamental intervir educacionalmente. Para isso, o Ministério da Educação deve estimular a prática esportiva feminina, por meio da implementação de competições esportivas interescolares. Essas competições devem dispor não só de times masculinos ou femininos, mas mesclar ambos em um mesmo time. Espera-se, desse modo, criar novas convenções sociais e valorizar o esporte feminino no Brasil.