A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 06/09/2021

Nos jogos da Copa do Mundo de Futebol Feminino, a jogadora da seleção brasileira, Marta, jogou sem nenhuma logomarca em sua chuteira como forma de protestar pela falta de patrocínio nas modalidades esportivas femininas. Sob essa ótica, fica evidente a dificuldade das mulheres brasileiras ganharem valorização e visibilidade no esporte. Nesse sentido, a carência de investimentos e o machismo atrasam o combate dessa mazela social.

Em primeira análise, a negligência governamental quanto ao direcionamento de verbas ao esporte feminino dificulta suprimir esse imbróglio. Nessa perspectiva, o filósofo grego Aristóteles defendia que o governo deve promover a justiça social, isto é, o Estado é responsável por garantir o bem-estar social. No entanto, percebe-se que esse fundamento aristotélico permanece no âmbito da metafísica e, por conseguinte, não é praticado. Prova disso são os inúmeros casos de mulheres com diversos talentos esportivos que não possuem reconhecimento pela falta de assistência, campanhas de patrocínios estatais e manutenção dos espaços de treinamentos. Dessa maneira, nota-se a ineficácia das gestões governamentais em relação ao esporte, as quais deveriam assegurar os direitos previstos pela Constituição Cidadã de 1988.

Ademais, a visão machista de alguns homens desestimula que o esporte seja um direito de todos, independente do gênero. Nesse contexto, de acordo com o filósofo Nicolau Maquiavel, “os preconceitos têm mais raízes do que os princípios”. De maneira análoga, evidencia-se que seu pensamento está correto, principalmente, sobre essa temática, pois a criação de estereótipos de que a mulher deve ser vista como “sexo frágil”, que deveria ter ficado no passado, ainda está enraízada nos indivíduos machistas. Dessa forma, muitas mulheres desacreditam de seus potenciais esportivos pela intolerância dessa visão estereotipada e dificulta ainda mais a valorização desse direito.

Portanto, medidas devem ser tomadas para que haja a igualdade de gênero no esporte. Então, o Ministério da Cidadania, por meio de verbas governamentais, deve criar palestras públicas, totalmente gratuitas, para que todos possam participar. Esses eventos podem ser realizados por psicólogos e depoimentos de atletas femininas com o objetivo de alertar a população sobre como o machismo  dificulta a valorização da mulher no esporte, além do governo promover mais campanhas e destinar verbas para fortalecer a força feminina nas mais diversas modalidades, a fim de promover equidade nessa temática. Assim, o Brasil torna-se mais justo e liberto e, diferentemente, do episódio vivido por Marta, que mais nenhuma mulher precise protestar pela falta de assistência.