A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 09/09/2021

Na Grácia Antiga, as práticas esportivas eram realizadas apenas por homens, ficando as mulheres de fora das competições. Atualmente, embora tal situação tenha mudado, no Brasil, o esporte feminino ainda não é devidamente valorizado. Nesse contexto, é necessário analisar que esse fator ocorre devido a persistência do machismo e da falta de engajamento social em apoio a questão.

Cabe analisar, a princípio, que um dos quesitos motivacionais da falta de valorização feminina nos esportes acontece pela conservação de pensamentos machistas em sociedade. Sob esse viés, tal elemento leva a ocorrência de preconceitos e faz com que esportes, como o futebol - mundialmente praticado, ovacionado e conhecido -, sejam vistos como destinados e melhor efetuados por jogadores do sexo masculino. Dessa forma, as marcas desse quesito podem ser observadas nos baixos salários e na falta de patrocinio ao esporte feminino - exemplos estes vistos com a atacante Marta que, além de ganhar o correspondente a 1% do salário de jogadores como Neymar, mesmo tendo sido eleita a melhor do mundo 6 vezes, ainda teve que jogar as olimpíadas sem auxílio de empresas de equipamentos esportivos.

Outrossim, a pouca visibilidade aos jogos realizados por mulheres também ocorre pelos déficits de engajamento social. Nessa ótica, isso explica-se pelas lacunas sociais em tornar o esporte feminino vísivel através de cobranças a órgãos destinados a tratarem do esporte - como a Federação Internacional de Futebol, FIFA -, e garantia de audiência e torcida efetiva, além de apoio as reinvindicações de jogadoras. Assim, uma vez que, de acordo com o sociólogo Weber, em sua teoria de “Ação social”, a sociedade é moldada pelos preceitos do corpo social, o afastamento da população a questão vai de encontro a isso, uma vez que impossibilita que mudanças sejam realizadas.

Portanto, tendo em vista a desvalorização graças ao machismo e ao distanciamento social, urge que o órgão esportivos, como a FIFA, promovam a realização de mudanças na conjuntura esportiva. Para tanto, isso pode ser realizado por meio de campanhas, em redes sociais e mídias televisivas, para trabalhar com o machismo existente em sociedades, como a brasileira, e trazer a população a causa, usando-se de dados que comprovem a importância dos esportes femininos e mostrem as dificuldades ainda enfrentadas pelas mulheres em decorrência da errônea superioridade masculina, além de alterações nos salários, para que esses sejam justos, e da obrigatoriedade de patrocinios. Nesse sentido, o intuito de tal ação é proporcionar as mulheres inseridas no meio esportivo a valorização merecida e, diferente da Grécia Antiga, tornar o esporte inclusivo, sem distinções de gênero e igualitário.