A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 10/09/2021

Embora a Constituição Federal de 1988 assegure o acesso a uma vida plena como direito de todos os cidadãos, percebe-se que, na realidade brasileira, não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito da desvalorização do esporte feminino. Nesse viés, torna-se crucial analisar a desinformação do tema e a omissão do Estado, sendo responsável por transgredir a ordem e o progresso do país.

Inicialmente, é imperioso notar que a falta de informação da visualização do valor do esporte feminino é um desafio presente no problema. Sob essa ótica, é pertinente referenciar o filósofo grego Platão, que, narrou o intitulado “Mito da Caverna”, no qual homens, acorrentados na caverna, viam somente sombras, e acreditaram, assim, em ser a única realidade possível. Analogamente, os brasileiros, sem acesso aos conhecimentos da importância do esporte praticado por mulheres, entendem que esse trágico cenário do desdém com tais práticas esportivas é ímpar conjuntura. Logo, o desconhecimento das informações sobre a falta de valorização do esporte feminino projetam imagens ilusórias nas paredes do Brasil.

Outrossim, a indiligência governamental potencializa o retrocesso na resolução do reconhecimento na riqueza de mulheres participarem de jogos esportivos. Ademais, na obra “Os bruzudangas”, o pré-modernista Lima Barreto já expunha que a ausência de cláusulas constitucionais está intrínseca nos problemas da nação. Hodiernamente, tal contestação é produtiva ao que tange na falta de aplicação do bem absoluto prometido pela legislação, mas infringido pela desvalorização do esporte feminino, visto que essa mazela existe na sociedade e não houve uma intervenção do Estado para sua extinção e isso leva à luz a omissão estatal.

Portanto, medidas devem ser promovidas para o bom funcionamento do país. Sendo assim, cabe ao Congresso Nacional criar projetos de aplicação de leis, por meio de fundos estatais, com a finalidade de acabar com acobertamento de informações e inadvertências. Dessa forma, esse projeto contará com campanhas publicitárias para promover ideias e acabar com às “sombras de utopia inexistente”. Então, tais práticas levam para o caminho de idealização criado por Lima Barreto.