A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 15/09/2021

Como disse Paulo Vieira no livro “Poder e alta performace”, os seres humanos vivem de ídolos, e esses, por sua vez, sustentam a ideia da possível realização de um sonho. Ainda na obra, Vieira comenta que são graças a essas pessoas que muitos ainda tem esperança de chegar aonde desejam. Visto isso, é necessário compreender que, para o autor, certos “modelos” de pessoas são de extrema importância para ter um referencial. Nessa lógica, trazendo essa tese para a realidade brasileira, é notórorio que o esporte feminino tem grande relevância para a manutenção da esperança das mulheres, conquanto essas práticas não são valorizadas. O esporte feminino é, muitas vezes, deixado de lado frente à vários outros campos sociais, o qual é deveras erronêo. Outrossim, é necessário compreender que a inércia governamental e a falta de debates constantes são pilares sustentadores da problemática.

Em primeira análise, se mostra evidente que o Governo Federal, como maior orgão do país, é o encarregado pelas mudanças, não obstante, esse já não o faz. Como destacado por uma pesquisa do Datafolha em 2018, o Neymar, jogador de futebol, chega a ganhar até 22 vezes a mais que Marta, jogadora de futebol, por um jogo na seleção brasileira. Dessa maneira, conclui-se que a desigualdade e a falta de enaltecimento pela população do país se deve, em primeira instância, aos orgãos competentes pela regulação do esporte, pois estes falham no momento de entregar com equidade a estrutura adequada para as frentes do mesmo esporte. Nesse sentido, conlui-se que o Estado brasileiro é um agente não só inerte, mas também um agente agravador dessa desvalorização feminina.

Ademais, haja vista que a questão sobre a espetacularização de esportes femininos é pouco falada, a manutenção da problemática se mantém. Segundo dados disponibilizados pela rede social “Twitter”, esportes femininos apenas entram nas “100 trend topics” ou seja nos 100 assuntos mais comentados do ano, apenas em anos de Copa ou Olipíadas, entretanto, ainda graças a análise da lista, esportes masculinos como futebol, basquete, futebol americano e tênis estão sempre presentes. Nesse sentido, cabe dizer que há uma imensa desigualdade quanto aos debates a cerca dessas práticas, visto que a adesão populacional prioriza uma estrutura maculina e desvaloriza as femininas.

Dessarte, em vista dos fatos supracitados, é notória a necessidade de intervenção. Logo, para que se valorize mais as práticas de esportes femininos, urge ao Ministério da Cidadania - atual correlato ao antigo Ministério do Esporte-, investir em equidade mídiatica, por meio da emprensa, e equidade infraestutural, por meio de investimentos espaciais e socio-econômicos. Isso ocorrendo, por exemplo, utilizando profissionais especializados em cada uma das áreas previamente citadas. Em suma, tais atitudes trazem a valorização do esporte feminino e ,consquentemente, maior adesão populacional.