A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 24/09/2021

A constituição federal de 1988, o documento mais importante do país, prevê em seu artigo 5°, que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza como inerente de qualquer cidadão brasileiro. Conquanto, tal perrogativa não tem se reverbalizado com ênfase na prática quando se observa a valorização do esporte feminino no Brasil, dificultando desse modo a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o preconceito de gênero dentro da indústria esportiva brasileira. Nesse sentido a falta de incentivo e divulgação do esporte feminino pelo meio público é precária, dificultando assim tanto a proliferação de informações relativas ao esportismo feminino, quanto a entrada de novas atletas para o mercado.

Ademais, é fundamental apontar a desigualdade salarial como principal empecilho na valorização do esporte feminino no Brasil. Segundo dados do IBGE onde mesmo havendo uma queda na desigualdade salarial entre 2012 e 2018, a média salarial feminina continua cerca de 20% menor que a masculina, sendo o reflexo do preconceito gerado pelo machismo enraizado em ambiente social. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o órgão público, por intermédio da exigência de leis trabalhistas rigorosas para a mulher e pela divulgação do esporte feminino em canais de televisão aberta, demonstração de apoio por meio de palestras escolares, dando ênfase ao incentivo para a entrada de novas esportistas para o mercado femino de esportes, serão fatores primordiais a valorização do esporte feminino no Brasil, a fim de nos aproximar a cada dia dessa sonhada realidade igualitária no esportismo.