A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 23/09/2021

O direito ao sufrágio feminino, que no Brasil foi alcançado no ano de 1932 e incorporado à Constituição Federal no ano de 1934, constituiu um grande avanço das mulheres dentro do campo político, espaço que desde a Grécia Antiga era restrito ao gênero masculino. Ao longo do tempo, as mulheres foram à luta para alcançar maior espaço dentro da sociedade e obtiveram diversas conquistas, entretanto, ainda há campos onde o percentual de participação feminina é inexistente ou pequeno, como o campo esportivo, portanto, devemos analisar os fatores que reduzem a valorização do esporte feminino no Brasil.

Em primeiro lugar destaca-se que apesar de entidades femininas virem conquistando seu espaço nos últimos anos na esfera esportiva, esse engajamento continua baixo se comparado ao número de atletas homens. Parte disso está intrinsecamente conectado ao fato de vivermos em uma sociedade que ainda trás e reproduz pensamentos e atitudes machistas. Frases como “lugar de mulher é na cozinha” fazem parte do vocabulário brasileiro até os dias atuais.

Por consequência da má aceitação por parte da sociedade e dá preferência por jogos e campeonatos masculinos pela maioria do espectadores de esporte, a mídia atua de forma seletiva ao televisionar os jogos, e agindo de forma machista, acaba por proporcionar nenhuma ou baixa visibilidade os jogos e campeonatos femininos, um exemplo é a Copa do mundo feminina de futebol que foi televisionada pelo primeira vez apenas em 2019.

Dessa forma, cabe ao Governo Federal, órgão que rege e administra o país, em parceria com digitais influencers, fazerem campanhas e propagandas, mediante o uso das redes sociais, a fim de aumentar a conscientização para a causa e também sensibilizar a população, com o conceito de que garotas também podem praticar esportes.