A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 01/10/2021
Na primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, em 1896, as mulheres estiveram proibidas de competir, consideradas frágeis emocional e fisicamente. Sob a conjuntura do século XXI, ainda é necessário valorizar mais o esporte feminino no Brasil, reconhecendo-o como caminho para transformações sociais. Nesse sentido, um machismo histórico no desporto brasileiro, bem como uma falta de investimento, são alguns dos fatores contribuintes para o descaso com essa categoria. Logo, políticas públicas são necessárias para enaltecer as atletas do país.
Primordialmente, é imprescindível entender como a história do esporte verde-amarelo é carregada de machismo. Dessa forma, pode-se tomar como exemplo um decreto da Ditadura Civil-Militar, que proibia as mulheres de praticarem modalides como a luta e o futebol. Com isso, a mentalidade de que essas atividades não são adequadas à natureza feminina perdura, ainda que a lei não exista mais. Ademais, a proibição atrasou em muito o desenvolvimento das práticas citadas, que, no entanto, evoluíam notoriamente nos setores masculinos. Paralelamente, uma ideia misógina da função da mulher na sociedade atrapalha o crescimento do esporte, com as atletas sendo alvo de depreciação, julgamentos e até sexualização. Assim, deve haver um esforço para transformar essa realidade sexista no Brasil.
Outrossim, a falta de investimentos no esporte feminino também contribui para uma lamentável desvalorização desse setor. Sob esse viés, pode-se pensar na atleta Rebecca Andrade, medalista olímpica da ginástica artística, que deixou de treinar por um período devido a dificuldades financeiras e falta de opção. Desse modo, nota-se que as atletas se deparam com problemas monetários que poderiam ser remediados através de incentivos governamentais. Afinal, o incentivo ao esporte pode ser responsável por grandes transformações sociais, devendo unir cidadãos de todos os gêneros, classes sociais e etnias com um objetivo em comum.
Destarte, medidas públicas devem ser elaboradas para valorizar as atletas do Brasil. Dessa maneira, o Ministério da Cidadania, na função secundária de mediar as práticas esportivas, deverá criar o Plano de Incentivo à Atleta do Brasil. Por meio de apoio financeiro e estrutural (criação de quadras e ginásios), com foco principal nas esportistas com menor renda, será possível valorizar adequadamente esse grupo de mulheres. Por fim, com a correta aplicação de finanças, o esporte feminino brasileiro poderá ser dignificado, visando um futuro onde nenhuma cidadã é excluída de competições, tal como costumavam ser nos primórdios olímpicos.