A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 04/10/2021
Durante o governo do ex-presidente Getúlio Vargas, mais precisamente em 1932, as mulheres conseguiram o direito ao voto e, também, a participação nos jogos olímpicos. Desta forma, o cenário anteriormente frequentado apenas por homens, passou a ter a figura feminina. Assim, a primeira brasileira a participar deste evento foi a nadadora Maria Lenk, nos jogos de Los Angeles, se tornando ícone para o esporte nacional. Entretanto, apesar de ocorrer a presença desse público em diferentes modalidades desportivas, essa ainda é muito desvalorizada. Isto é, as atividades disputadas por homens possuem mais investimento e audiência, o que demostra a ineficácia de políticas públicas referentes as categorias femininas e, consequentemente, a desigualdade vista nestes cenários.
Primeiramente, antigamente havia uma falsa ideia de que apenas os homens eram aptos para participarem de esportes, justificando que as mulheres eram delicadas e que não possuíam força suficiente para realizarem determinados movimentos. Além de estereotiparem as meninas que gostavam de jogar futebol ou as que participavam de lutas como “macho”, demostrando que o preconceito sempre esteve atrelado à vida da população. Todos esses fatores associados a veneração dos esportes masculinos fizeram com que o quadro de meninas que participassem dessas modalidades sejam baixíssimas, como demostrado pelo site “atletasnow”, aonde o público feminino é 40% inferior ao masculino no que se refere a partipação em atividades físicas.
Vale ressaltar que o investimento no futebol masculino, por exemplo, é milhares de vezes maiores do que o feminino, o que faz com que o primeiro seja visto de forma vangloriada e luxuosa, enquanto o segundo é sucateado pelo governo e pela população, a qual não dá devida importância, não consumindo esse tipo de espetáculo. Melhor dizendo, sobra investimentos de um lado e falta muito de outro. Destarte, Rayssa Leal, a fadinha do skate, roubou a cena nas olimpíadas de 2020, em Tóquio. A brasileira de apenas 13 anos, conquistou medalha de prata no skate, tornando-se a brasileira mais jovem a subir no pódio olímpico. Ou seja, se para muitos elas é apenas uma garotinha, para outros ela é fonte de inspiração e de incentivo para outras meninas entrarem no mundo dos esportes.
Por fim, é preciso investir nos esportes femininos para ocorrer maior valorização desses. Para isso, cabe ao Ministério da Cidadania, sob responsabilidade da Secretária do Esporte, o desenvolvimento de um projeto escolar, com a criação de quadras poliesportivas, pistas de ciclismo, skate e ginásios de ginasticas em grande parte das cidades, deste modo, as crianças terão seus talentos descobertos e muitas meninas serão grandes atletas no futuro, além de serem inspiração para toda uma geração que virá. Cabe as emissoras de televisão a transmissão de todos os esportes, não apenas os masculinos.