A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 31/10/2021
O filme “Ela é o cara” retrata uma jovem que finge ser um menino para conseguir participar do time de futebol apenas masculino da escola que frequenta. Analogamente, fora da ficção, situações de exclusão feminina nos esportes também ocorrem no cotidiano dos brasileiros. Indubitavelmente, situações segregatórias como essas decorrem da falta de representatividade e do pensamento errôneo de que as mulheres têm menor capacidade física em relação aos homens.
Nesse cenário, o filósofo Schopenhauer conceituou que a representatividade garante a aproximação de sujeito e objetivo. Dessa forma, em momentos em que o indivíduo não se vê representado, surge o isolamento e sentimento de impotência. Ademais, a pouca representação e estímulo feminino nos esportes faz com que muitas jovens talentosas acreditem ser impossível se profissionalizar nesse meio comandado por atletas masculinos.
Sob o mesmo ponto de vista, no período histórico da década de 60 surgiu, originalmente nos Estados Unidos, um movimento feminista que se expalhou pelo mundo reinvindicando o julgamento da capacidade das mulheres em ocuparem espaços onde eram, anteriormente, “excluídas”. Contudo, no ambiente esportivo a luta por evidenciar as atletas e suas habilidades segue, ainda, carregada por preconceitos e oportunidades não igualitárias.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação e Cultura promova campanhas publicitárias capazes de conscientizar acerca da representatividade das mulheres atletas. Isso pode ocorrer através de palestras e debates em aulas de educação física no ambiente escolar, a fim de que as jovens sintam-se estimuladas para participarem de jogos e das mais diversas práticas esportivas. Ademais, podendo haver também propagandas nas mídias com acesso ao público de idades díspares. Assim, promovendo maior igualdade e evitando situações constrangedoras como a exposta no filme supramencionado.