A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 07/11/2021
Em 1760, houve a Primeira Revolução Industrial, na qual as mulheres começaram a ter maior presença em outros setores de trabalho, visto que antes essas só se dedicavam aos serviços domésticos. Entretanto, mesmo com esse progresso, ainda nos dias atuais, as cidadãs sofrem com a desvalorização quando escolhem certos empregos, como ocorre na área do esporte. Esse quadro é fruto de uma sociedade patriarcal, o que faz as mulheres não terem o prestígio que merecem nesse espaço.
Nesse contexto, vive-se em um meio que o machismo é muito recorrente. Dessa forma, muitos indivíduos não aceitam que as pessoas do sexo feminino podem trabalhar fora do âmbito doméstico e familiar, pois pensam que elas são insuficientes, frágeis e não conseguem conquistar o que desejam. De acordo com a Agência Brasil, apenas 50% das brasileiras integram serviços externos. Com isso, há um grande preconceito com as escolhas femininas, ainda mais quando optam pelo esporte, pelo fato de ser um espaço mais assistido pelos homens. Em vista disso, existe uma desvalorização com o trabalho das mulheres nessa área, já que muitos acreditam que esse local não é o delas.
Por consequência desse fato, não há uma valorização do sexo feminino no desporte. Segundo Virginia Woolf, de tudo o que existe, nada é mais estranho que as relações humanas. Desse modo, os indivíduos recusam-se a acompanhar os serviços das cidadãs e cometem violências verbais, geralmente. Assim, as mulheres não possuem o mesmo enaltecimento, apoio, visibilidade, patrocínios e salários que os homens. Nesse sentido, o patriarcalismo faz as atletas, muitas vezes, não seguirem o que querem, retirando a vontade delas, que havia ficado mais comum após a Revolução Industrial.
Portanto, cabe à mídia televisiva a tarefa de realizar projetos contra a desvalorização das mulheres no esporte, nos programas de horário nobre para ter um maior alcance, por meio da participação de atletas, que relatarão os problemas que já passaram, como venceram e o fato delas terem os mesmos direitos de fazerem o que desejarem, à vista de que haja um maior prestígio dessa camada nesse setor. Ademais, o Poder Legislativo, órgão responsável pela área, deve intensificar a Lei 855/21, que é contra atos de discriminação com as mulheres no desporte, por intermédio da imposição de maiores multas e penas para os indivíduos que cometerem esse crime, com o fito de que exista uma melhor realidade para as pessoas do sexo feminino nessa prática. Dessa maneira, espera-se que os dados da Agência Brasil sejam alterados.