A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 13/11/2021
O filme “ela é o cara”, conta a estória de Viola, uma jovem menina que sonha em ser jogadora de futebol. Não obstante, para participar dos treinos e jogos, ela precisa se disfarçar de menino. Fora das telas, a realidade não é distinta, haja vista que demasiadas mulheres encontram impasses para adentrarem no meio esportivo, sobretudo o futebol. Nesse viés, a valorização do esporte feminino no Brasil torna-se vital, pois o preconceito e a falta de suporte para mulheres esportistas são problemáticas vigentes no país.
Primariamente, é imperioso pontuar que de 1941 até o fim da ditadura militar, perdurou o decreto 3195 proposto por Getúlio Vargas, o qual proibia a prática de esportes por mulheres. Nesse contexto, embora a proibição não esteja mais em vigor, o preconceito no que concerne a prática esportiva por mulheres é persistente. Sob esse viés, as atitudes preconceituosas são evidenciadas de diversas formas, como a desaprovação e a ridicularização da mulher enquanto jogadora, além das práticas de assédio, as quais surgem com comentários sexuais sobre o corpo feminino em meio aos atos desportivos.
Outrossim, faz-se fulcral ressaltar a importância de suporte financeiro, físico e emocional para qualquer pessoa que queira entrar na esfera dos desportos. Nesse enfoque, dados do Observatório Oficial de Futebol, aponta que de 1960 até 2016, houve um aumento de 76% na participação feminina nas olimpíadas. No mais, a ausência de um suporte integral para tais mulheres é uma realidade problemática que fomenta o despreparo e o não desenvolvimento das habilidades necessárias para participar dos eventos esportivos. Além disso, a escassez de assistência impede que novas meninas e mulheres possam encontrar nos esportes, uma oportunidade não só de lazer, mas de modificação de suas realidades.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar o impasse. Nesse contexto, cabe as escolas - com seu poder transformador - a realização de palestras com professores e mulheres esportistas, direcionado para crianças desde a tenra idade, até os jovens, acerca da necessidade de respeito e valorização do esporte feminino, objetivando a abolição do preconceito pelas mulheres esportistas e por conseguinte, maior incentivo para elas e outras jovens que almejam galgar um lugar nos esportes. Ademais, compete ao governo federal conceder suporte para as atletas femininas, por meio de subsídios e criação de espaços para treinos e jogos, tendo por finalidade o oferecimento de apoio adequado e integral para o aprimoramento das habilidades esportivas femininas. Por fim, a realidade não mais se assemelhará ao filme supracitado, porquanto que as mulheres serão reconhecidas e incentivadas nos meios esportivos de sua escolha.