A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 26/04/2022

A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 5º, o direito à igualdade como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, quando se observa a segregação de gênero e a invisibilidade da mulher no futebol brasileiro, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante.

Primordialmente, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a desigualdade de gênero no Brasil. Nesse sentido, a credibilidade das mulheres no esporte enfrentam diariamente diversos desafios e preconceitos. Diante disso, é possível afirmar que a cultura do sistema patriarcal da sociedade é o principal estereótipo acerca da credibilidade feminina no esporte. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como à igualdade, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o preconceito social como impulsionador da desigualdade de gênero. Segundo pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as jogadoras brasileiras ganham menos do que os homens na seleção feminina de futebol devido ao seu gênero. Diante de tal exposto, a invisibilidade da mulher no esporte feminino é marcada por desigualdades sociais, salariais e culturais. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater todos os obstáculos que impedem a disseminação do direito à igualdade. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio do Ministério da Cultura, promova campanhas sociais - conscientização sobre a valorização do esporte feminino - a fim de combater a discriminação de gênero. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, de modo que o Estado desempenhe corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.